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Clippings - 25/07/22

Guiana perto de bater US$ 1 bilhão em arrecadação em 2022


O FPSO Liza Destiny, em viagem rumo à Guiana, onde produzirá no campo de Liza. Foto Lim Weixiang/ SBM Offshore

Devido às perspectivas do bloco Stabroek, operado pela ExxonMobil, as receitas de óleo e gás da Guiana podem bater US$ 1 bilhão em 2022. As previsões do governo estimam um aumento contínuo até 2025, com uma meta anual de US$ 4,2 bilhões. Em 2030, o país pode alcançar uma renda anual de até U$S 7,5 bilhões. 

“Com o ritmo de investimentos aliado aos baixos níveis de emissões nos blocos, o país acumula condições para evoluir de um pequeno produtor a um líder global no segmento”, afirmou a consultoria Rystad Energy.

A administração do país também antecipa uma queda nos preços do petróleo, que deve baixar as receitas para 2,4 bilhões em 2027. Contudo, os ativos do país devem apresentar uma melhora considerável e alcançar seu auge em 2036, com receitas de US$ 36 bilhões. No total, a arrecadação acumulada até 2040 pode resultar em um montante de US$ 140 bilhões.

Desde 2015, a Guiana assumiu o protagonismo em descobertas offshore, com 11,2 bilhões de boe apenas no bloco Stabroek. Com previsão de produzir 1,7 milhão de barris por dia em 2035, a Rystad avalia que o país ultrapassará os EUA, México e Noruega no ranking global de produtores de petróleo.

“A Guiana está começando a extrair e monetizar seus vastos recursos e os próximos anos serão um turbilhão financeiro para o governo em Georgetown” declarou Schreiner Parker, Senior Vice President & Head of Latin America da Rystad Energy.

Bloco Stabroek

Alguns fatores que estimulam esse provável salto no ranking de produtores de petróleo incluem o baixo valor de exploração, que tornam os campos mais competitivos e baratos fora do escopo do Oriente Médio e do Mar do Norte. Atualmente, a extração de um barril de óleo em Stabroek está avaliado em US$ 28, enquanto o custo em projetos de produção é de US$ 20.

Além disso, as emissões de carbono das atividades offshore na Guiana possuem níveis bem abaixo da média global, fortalecendo a posição do país em estratégias de transição de energia. As emissões em atividades upstream tem uma média de 9 kg de CO2 por boe, comparável à média brasileira e um pouco acima da norueguesa.

Fonte: Revista Brasil Energia