
A Halliburton Landmark assinou um contrato, com a Petrobras – integrante do consórcio de Libra -, para desenvolver uma tecnologia Digital Twin ao campo unitizado de Mero, na Bacia de Santos, informou a companhia em comunicado divulgado na segunda-feira (11).
Esta tecnologia ajudará na redução de gastos de capital, aceleração do tempo de produção e melhora na taxa de recuperação de petróleo bruto, a partir de insights obtidos em um ambiente em tempo real. O Digital Twin será integrado ao sistema de produção – reservatório, poços e rede submarina.
Nele há sensores de ativos, dados e modelos, incluindo sísmica 4D e completações inteligentes por meio de sistemas com uma visão em tempo real do reservatório, poços e instalações. Além disso, a tecnologia ajudará na caracterização de ativos, monitoramento proativo de reservatórios e planejamento e otimização de operações de ativos.
“Esse sistema dinâmico capacitará o consórcio com insights abrangentes e contínuos sobre oportunidades de otimização, potencial de redução de custos e mitigação de incertezas ao longo do ciclo de vida dos ativos”, disse no comunicado o vice-presidente sênior da Landmark, Halliburton Digital Solutions e Consulting, Nagaraj Srinivasan.
O campo de Mero faz parte do contrato de partilha de produção de Libra, o qual foi assinado em 2013. O consórcio é composto pela Petrobras (40%; operadora), em parceria com a Shell (20%), TotalEnergies (20%), CNODC (10%), CNOOC (10%) e Pré-Sal Petróleo (PPSA), que exerce papel de gestora do contrato em regime de partilha de produção.
Atualmente, Mero possui quatro FPSOs contratados, sendo estes o FPSO Guanabara (já em operação) em Mero 1; FPSO Sepetiba em Mero 2, com previsão de início ainda este ano; FPSO Duue de Caxias em Mero 3, com começo esperado para 2024; e o FPSO Alexandre de Gusmão em Mero 4, previsto para iniciar a produção em 2025.
Fonte: Revista Portos e Navios