O armador Hapag-Lloyd declarou publicamente as dificuldades em garantir o empréstimo do governo alemão no valor de € 1,2 bilhão (US$ 1,69 bilhão). A Comissão Europeia pode vir a rejeitar o aporte no principal transportador de contêineres do país.
A liberação do empréstimo é incerta porque só os custos salariais da Hapag-Lloyd excedem o valor do que pode ser emprestado, aproximadamente € 500 milhões.
No entanto, talvez a companhia marítima sequer precise do montante, visto que atingiu o breakeven (quando as despesas e receitas se equiparam) no último trimestre de 2009. Nos primeiros três quartos do exercício passado, a Hapag-Lloyd registrou perdas equivalentes a US$ 945 milhões.
A empresa também anunciou para março um aumento geral de taxas para todas as cargas embarcadas no México (assim como na costa do Pacífico) para o norte da Europa e Mediterrâneo. As novas tarifas são de US$ 200 para contêineres de 20 pés, US$ 400 para os de 40 pés e US$ 500 para equipamentos reefer de 40 pés.