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Clippings - 27/08/10

Hapag-Lloyd planeja emissão de ações de US$ 632 milhões

A Hapag-Lloyd estaria planejando a emissão de títulos corporativos no valor de 500 milhões de euros (US$ 632,2 milhões) dentro das próximas semanas, um movimento que acarretará ao direito de garantias estatais no valor de 1,2 bilhão de euros.

Os planos de reestruturação da dívida seriam aprovados ainda nesta semana durante reunião do conselho de supervisão da companhia, de acordo com relatos da imprensa financeira alemí.

A questão não foi comentada pela Hapag-Loyd ou pela Tui – maior acionista da empresa germânica. Um porta-voz da Tui reportou uma apresentação do diretor-financeiro Horst Baier, que disse que era um dever gerencial avaliar constantemente todas as opções e buscar a melhor maneira de financiar uma instituição, um possível indicador de que a estrutura financeira atual da Hapag-Loyd não seria a ideal.

A ação também sugere que a Hapag-Lloyd estaria procurando uma maior facilidade de crédito dos bancos, o que provavelmente seria mais difícil do que a emissão de uma ação uma vez que muitas instituições financeiras estão evitando os riscos oriundos do frete marítimo.

De qualquer maneira, a manobra daria à companhia alemí a liberdade para pagar os débitos existentes para a Tui, por exemplo, o que também significaria mais liberdade de seu acionista. O reembolso dos participantes faz-se necessário a fim de renunciar formalmente às garantias estatais; no entanto, tal renúncia requer o adiamento de pagamentos aos proprietários de uma empresa.

Além disso, a ação salvaria a transportadora e o lucro dos acionistas, já que o pacto de garantias do Estado exige que as taxas sejam pagas independentemente da utilização real dessas garantias.

A Hapag-Lloyd não mostrou sinais de que faria uso das garantias concedidas no ano passado, perãodo em que estaria à beira da falência. Com o tempo, o mercado acabou por se recupar – no segundo trimestre, a companhia alemí declarou ter obtido seus melhores resultados em comparação com o mesmo perãodo analisado em outros anos fiscais.