
A Petrobras lançará, no segundo semestre de 2021, licitação para contratação do primeiro Hisep Submarino (separação em alta pressão) para aplicação na área de Mero, localizada no cluster da Bacia de Santos. A meta da companhia é ter o sistema instalado na área em 2024.
O sistema será instalado na área de Mero 3, que será explotada pelo FPSO Marechal Duque de Caxias, em processo de conversão pela Misc Berhad. A tecnologia do Hisep foi desenvolvida e patenteada pela Petrobras.
A partir da utilização de bombas centrífugas, o Hisep permite a separação e injeção de parte do CO2 produzido junto com o petróleo, o que possibilita “desafogar” a planta de processamento do FPSO, assegurando o aumento da produção.
Segundo o diretor de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen, a intenção da petroleira é ter o sistema qualificado até 2025. A partir da qualificação do primeiro sistema, a Petrobras irá expandir a utilização da tecnologia a outros sistemas de Mero.
No que diz respeito ao trabalho exploratório, após a devolução de parte da área de Libra, a Petrobras vem concentrando esforços na avaliação do potencial da parte central do bloco. A petroleira perfurou dois poços exploratórios na área, que detectaram a existência de óleo e gás.
Segundo Fernando Borges, diretor de E&P, será necessário perfurar um terceiro poço na região para verificação da extensão da capa de gás e confirmação da existência de um anel de óleo capaz de gerar sistema de produção para a área central do bloco.
A Petrobras e seus sócios, Shell, Total, CNPC e CNOOC , projetam a instalação de quatro FPSOs no projeto de Mero, com capacidade de produção de 180 mil barris/dia de óleo cada. As unidades entrarão em operação no período de 2022 a 2025.
Por enquanto, ainda sem os sistemas definitivos, o campo produz cerca de 30 mil barris/dia de óleo, através do FPSO Pioneiro de Libra, afretado do consórcio Ocyan / Altera para executar um sistema antecipado de produção na área. O projeto foi colocado em operação em novembro de 2017.
Fonte: Revista Brasil Energia