Hora de ganhar o dia.
Para aqueles que têm nervos de aço, agora é a hora de aproveitar as oportunidades no setor de shipping. O pior da recessão já passou, diz Tom Kim, diretor executivo de transportes regionais da Goldman Sachs Ásia. Apesar dos ventos favoráveis, o crescimento global deve ficar no patamar de 4,5% a 4,6% pelos próximos dois anos, diz ele, sendo que os países em desenvolvimento devem ficar acima deste patamar e os desenvolvidos, um pouco abaixo.
Haverá oportunidades de aumentar fatias de mercado enquanto os concorrentes ficam sentados, afirma Kim. Empresas com recursos humanos e financeiros podem se posicionar bem para a recuperação que estamos antevendo.
Mesmo com o PIB dos países desenvolvidos encolhendo em 2009, os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) apresentaram um crescimento médio de 5%, impulsionados por demandas cíclicas e estruturais, disse Kim. Essas regiões estão construindo rapidamente infraestruturas urbanas e industriais e têm classe média em ascensão – ansiosas por melhorar seus padrões de vida.
A China, o maior exportador mundial e o terceiro maior importador, é a estrela do BRIC, disse Kim. Enquanto a recessão castigava o resto do mundo, o PIB chinês cresceu 9,6% em 2008 e estima-se um aumento de 8,7% em 2009. Para este ano, a expectativa é um crescimento de 11,4% e de 10% para 2011, impulsionado pelo aquecimento interno e recuperação das exportações.
Há poucas chances de a bolha chinesa estourar, diz Kim. A demanda final é real. Eles não estão construindo pontes para lugares inexistentes. Sempre existem perãodos nos quais a demanda causa preços preocupantes, mas isso é função de volatilidade e preços de curto prazo. Apesar de os altos custos de material poderem se tornar um problema, a inflação na China deve continuar aceitável, ele diz.