A mineradora britânica Horizonte Minerais (HZM), listada nas bolsas de Londres e de Toronto, está ampliando a aposta no desenvolvimento de um grande projeto de níquel no Sudeste do Pará, com investimentos superiores a US$ 500 milhões. A empresa quer levar adiante o empreendimento, previsto para iniciar produção em 2019, apesar das difíceis condições de mercado das commodities minerais e metálicas. “É o momento certo para desenvolver o projeto”, disse ao Valor o presidente da HZM, Jeremy Martin.
A HZM é dona do projeto de níquel Araguaia, situado em Conceição do Araguaia (PA). No fim de setembro, a HZM anunciou um acordo com a mineradora Glencore para adquirir outro projeto de níquel, também chamado Araguaia, em Xinguara, na mesma região do sudeste paraense. O custo total da aquisição dos ativos de níquel da Glencore em Xinguara pela HZM será de US$ 8 milhões. A Glencore vai receber parte do pagamento em ações da Horizonte Minerais.
Martin disse que a combinação de ativos “vai criar um dos maiores projetos de minério de níquel do mundo”. O fechamento da compra dos direitos minerários da Glencore no Pará ainda depende do cumprimento de condições legais. A previsão é que o projeto entre em operação em 2019 com capacidade de produzir 75 mil toneladas de ferro-níquel por ano. A vida útil das reservas da HZM foi estimada em 25 anos. A empresa aguarda a obtenção da licença ambiental pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).
A união dessas minas no Sudeste do Pará era uma ambição antiga da HZM, empresa que tem entre seus acionistas a canadense Teck Resources e outros investidores institucionais caso da Henderson, Anglo Pacific e Ora Capital. A Glencore também vai entrar para a base de acionistas da HZM. “Combinar os dois projetos