A Horizonte Minerals, empresa britânica com projetos de exploração mineral de ouro e níquel no Brasil, informou que o estudo de pré-viabilidade de seu projeto de níquel de Araguaia, no Pará, confirmou a viabilidade econômica e técnica do empreendimento. Jeremy Martin, presidente da Horizonte, afirmou ao Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, que a Horizonte está em busca de um sócio para o projeto. Até o momento, foram investidos US$ 30 milhões e prevê precisar de mais US$ 580 milhões na fase de construção.
A empresa listou ontem entre os resultados econômicos do projeto uma alta taxa de retorno, estimada entre 20% e 21%. Também estima baixo custo de operação, de US$ 9.166 por tonelada de minério. Atualmente, a cotação do níquel na bolsa de Londres (LME) está em US$ 16.100 por tonelada. Neste ano, o metal subiu 15% puxado pela proibição das exportações de minérios na Indonésia.
Há expectativa de aperto do lado da oferta, resultando em aumento dos preços do níquel no médio e longo prazos, justamente no momento em que colocaremos o Araguaia em produção, afirmou Martin em comunicado. Ao Valor, ele disse que a empresa fará agora os estudos finais e, em seguida, pretende começar a construir o empreendimento.
Ele acrescenta que os cálculos de retorno do projeto foram feitos considerando um preço futuro de US$ 19 mil por tonelada de níquel, que é a previsão do mercado. Considerando o preço atual, a taxa de retorno do projeto seria de 15%.
Listada nas bolsas de Londres e Toronto, a companhia cita no estudo um perãodo de 3,9 anos a 4,4 anos para que o projeto compense os investimentos. Também informa que prevê uma geração de caixa de US$ 1,76 bilhão (podendo chegar a US$ 3,4 bilhões) durante toda a vida útil da mina, estimada em 25 anos.
Apesar do tempo parecer pouco (Onça Puma, da Vale, poderá ser explorado por 35 anos), Martin afirma que a empresa tem a vantagem do alto teor de níquel no minério. Segundo o estudo, o teor constatado é de 1,57% a 1,73% para os primeiros dez anos de mineração, contra 0,9% na Austrália, por exemplo.
Martin destaca como vantagem do projeto a infraestrutura do local. A região oferece boas redes rodoviárias e ferroviárias com rotas de transporte acessíveis, acesso a baixo custo de energia e apoio das autoridades regionais.