A petroleira cobra intervenção da ANP para destravar o processo.
A HRT acusou a OGpar de está deliberadamente prejudicando a elaboração de um acordo de individualização da produção (AIP) entre Tubarão Martelo e Polvo, na Bacia de Campos. A petroleira pediu à ANP que arbitre a unitização e force a OGpar a interromper a produção de Tubarão Martelo até que o processo seja concluído.
Em comunicado ao mercado, a companhia criticou recentes declarações da OGpar que minimizaram a necessidade de unitização. Segundo a HRT, as afirmações são parte de uma estratégia para “desviar a atenção do mercado e de seus credores” e afirmou que a OGpar faz “exigências absurdas”, a fim de impedir o andamento do processo.
O plano de desenvolvimento de Tubarão Martelo, aprovado em 2013, prevê a formalização de um AIP com a HRT até 31 de dezembro deste ano.
No início deste mês, a OGpar confirmou à Brasil Energia Petróleo & Gás planos de estudar a unitização das áreas em 2015, fora do prazo estipulado no plano de desenvolvimento, e que as análises preliminares indicam uma interseção de 2% do reservatório de Tubarão Martelo no ring fence de Polvo.
A justificativa da companhia é que a área de interseção dos ring fence somente será acessada com a perfuração do sétimo poço de produção de Tubarão Martelo, programado para o fim de 2015 ou início de 2016.
A HRT também acusa a OGpar de negar informações. “Até o presente momento, a HRT não recebeu os dados sísmicos e geológicos por parte da OGPar, que vem tentando, de várias formas, embaraçar a unitização”, afirmou a companhia em nota.
A HRT informou ainda que pediu à ANP acesso ao processo administrativo que contém os relatórios técnicos e o plano de desenvolvimento de Tubarão Martelo.
A OGpar não emitiu nenhum comentário sobre as alegações da HRT.