Companhia, que detém 55% de participação nos blocos da região, espera fechar negócio no primeiro semestre do ano que vem.
Com dificuldades para escoar e comercializar o gás encontrado na Bacia do Solimões, a HRT está intensificando os esforços para vender uma parcela de sua fatia nos blocos que explora naquela região.
O presidente da companhia, Márcio Mello, diz que a empresa está disposta a negociar de 15% a 20% da sua parte, que é de 55%, nas concessões para exploração de petróleo no Solimões, que tem em conjunto com a russa TNK-BR As áreas somam 48,5 mil quilômetros quadrados. A expectativa é de que seja possível fechar negócio no primeiro semestre do próximo ano.
As duas empresas sócias no Solimões têm um protocolo de intenções com a Petrobras para avaliar formas de transformar em dinheiro as reservas de gás no Solimões. O executivo, no entanto, descartou a possibilidade de a estatal brasileira comprar uma fatia na região.
O executivo não entrou em detalhes se o farm out (venda de participação) poderia significar perda de controle ou da operação dos blocos. A idéia é em 2013 realizar uma farm out para Solimões, a fim de dividir risco e trazer capital para a companhia. Pensamos em negociar de 15% a 20% da participação nos blocos da região, acrescentou, após evento com analistas no Rio de Janeiro.
Mello avalia que em até seis meses a HRT tenha uma solução para o gás descoberto na Bacia do Solimões. Segundo ele, há várias possibilidades em análise no momento. Firmamos um protocolo de intenções com Petrobras e a TNK para estudar a viabilidade técnica, econômica, ambiental e financeira de produzir o gás, transformando em líquido e transportando como in-sumo para empresas que atuam na região, afirmou.
Namíbia
O executivo também informou que a HRT estaria em negociações com várias empresas na Namíbia para fazer um farm out (venda de participação) em alguns dos seus blocos na costa africana, com o objetivo de obter recursos para a campanha exploratória na África, afirmou o executivo.
A companhia possui 12 blocos no país africano, sendo operadora com 100% de participação em dois na Bacia de Walvis e mais de 90% de participação em oito blocos na Bacia de Orange.
A empresa detém ainda participação de 3%, como não operadora, em dois blocos na Bacia de Namibe. Os blocos cobrem uma área total de 68,8 mil quilômetros quadrados.
Uma sonda contratada pela companhia junto àTransocean para a exploração na Namíbia chegará em dezembro e passará por certificação na África do Sul antes de seguir para as operações. Mello estima que na segunda semana de fevereiro ela esteja operando na Namíbia.