O Ibama emitiu, no domingo (29), para a Petrobras, a licença de operação para o sistema de produção do FPSO P-79, também conhecido como Búzios 8. O sistema submarino da unidade contempla 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores WAG (Water Alternating Gas), assim como cinco poços contingentes.
Além dos poços e equipamentos associados, a licença de operação também autoriza a operação de um gasoduto rígido de 6,5″, que será responsável por interligar o FPSO ao Rota 3, e um umbilical óptico, que vai interligar o FPSO ao projeto malha óptica da Bacia de Santos.
A P-79 possui capacidade de produção de 180 mil bpd, além de comprimir 7,2 milhões de m³/dia de gás natural. A Petrobras concluiu a ancoragem da unidade em fevereiro, após ter deixado o estaleiro Hanwha Ocean, na Coreia do Sul, em novembro de 2025. O primeiro óleo é estimado para agosto.
O FPSO foi construído pela SAME Netherlands BV, uma joint venture formada pelas empresas Saipem Spa da Itália e a Hanwha Ocean da Coreia do Sul, em Geoje-Si, onde o casco foi fabricado e realizada a integração e comissionamento dos módulos de topside, construídos na China, Brasil, Coréia do Sul e Indonésia.
A P-79 é mais uma unidade das 12 previstas para instalação no campo de Búzios, localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, e se soma às outras sete plataformas já em operação: P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e P-78.
A área de cessão onerosa do campo de Búzios é operada somente pela Petrobras (100%), enquanto a área excedente da cessão onerosa é operada pela Petrobras (85%) em parceria com a CNOOC (10%) e CNODC (5%), além da PPSA, gestora dos contratos de partilha da produção.
Fonte: Brasil Energia.