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Clippings - 12/09/14

Ibema amplia exportações com embarques para Colômbia

A fabricante paranaense de papel-cartão Ibema, terceira maior do país em capacidade instalada, atrás de Klabin e Suzano Papel e Celulose, está ampliando a sua presença em outros mercados da América do Sul. Neste mês, a empresa fará o primeiro embarque de papel-cartão para uma gráfica na Colômbia e está prospectando negócios no Chile e na América Central. “Mantemos nossa posição de exportação porque é estratégica, mas pelas características do produto, que vai para embalagens homologadas nos clientes, é preciso garantir regularidade”, disse ao Valor o diretor comercial da empresa, Jorge Grandi.

Hoje, cerca de 25% da produção da Ibema, que anualmente é de 90 mil toneladas, é direcionada para o mercado externo. Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai respondem por 67% do volume exportado, com destaque para os embarques a clientes argentinos. “Até por conta da proximidade esses países se tornaram o principal destino”, explicou.

Historicamente, porém, a participação das exportações nas vendas da Ibema pode variar entre 20% e 30%, conforme o comportamento do câmbio e a demanda nos diferentes mercados. “Temos uma flexibilidade de cerca de 20% sobre os volumes de exportação, e podemos utilizá-la de acordo com o que é mais favorável”, afirmou Grandi.

Neste momento, a crise econômica que enfrenta a Argentina teve reflexo nos volumes embarcados para aquele país. A Ibema, porém, acredita na recuperação dos negócios nos próximos meses. “Temos clientes argentinos de longa data. Estamos acompanhando o momento de baixa, que diminuiu um pouco os volumes, mas deve haver retomada”, disse o executivo.

Ao mesmo tempo, a fabricante de papel-cartão acompanha a dinâmica do mercado doméstico e não vê espaço para novo reajuste de preços ainda em 2014. O ritmo de vendas e o fato de um aumento anterior ainda não ter sido inteiramente aplicado justificam essa posição. “Há necessidade de recomposição de margens, mas isso só no ano que vem”, afirmou o executivo.

Conforme Grandi, o reajuste anunciado em junho, com implementação a partir de agosto, de 6% a 8%, está sendo aplicado de “forma homeopática”, à medida que o mercado permite, e a expectativa é a de que em novembro o aumento completo já tenha sido praticado. Antes disso, a Ibema havia reajustado seus preços em setembro de 2013, em 12%.

“O mercado doméstico está estável, sem grandes oscilações de volume”, afirmou o executivo. A “pequena correção” de preços, conforme Grandi, é necessária devido ao aumento dos custos de produção, que neste ano são pressionados especialmente pela conta de energia.