O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) elaborou um mapa mural “Logísticas dos Transportes no Brasil”, que permite uma visualização integrada da infraestrutura de transportes existente hoje no Brasil. Além de uma análise do movimento de cargas, mercadorias e de pessoas de um ponto a outro do país.
A publicação destaca a predominância do modal rodoviário sobre os demais, com maior vascularização e densidade. Apesar disso, a distribuição é desigual, com concentração na região Centro-Sul do Brasil, com destaque para algumas regiões: a Grande São Paulo e as Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte e de Porto Alegre.
Chama a atenção também para “vazios logísticos”, onde a rede de transporte é mais escassa, como o interior do Nordeste; a região do Pantanal, exceto a área de influência da hidrovia do Paraguai; e o interior da floresta amazônica, à exceção do entorno das hidrovias Solimões-Amazonas e a do Madeira.
Porém é no estado de São Paulo que se encontra a maior densidade de rodovias e a maior integração entre os modais. Esse é, por exemplo, o único estado que apresenta uma infraestrutura de transportes na qual as cidades do interior estão conectadas à capital por uma vasta rede, incluindo rodovias duplicadas, ferrovias e a hidrovia do Tietê.
Para o IBGE, chama atenção também a extensão de rodovias pavimentadas não duplicadas no noroeste do Paraná, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais, no Distrito Federal e entorno, no litoral da Região Nordeste. Conforme o órgão, pela relevância econômica das regiões, é necessário melhorar a acessibilidade por meio da infraestrutura de transportes.
O levantamento salienta, ainda, a reduzida distribuição de ferrovias e a baixa exploração do modal hidroviário, apesar das necessidades e do potencial do Brasil para investimento nesse tipo de transporte.