O IBP estima que a regulamentação do mercado de gás poderá ser concluída de forma rápida, menos de um ano e meio após a definição das diretrizes de incentivo à abertura setor. A projeção foi feita por Antonio Guimaríes, secretário executivo de E&P, nesta terça-feira (11/10), durante evento para divulgação da Rio Oil & Gas 2016.
“Podemos ter diretrizes importantíssimas para os investidores no curto prazo. Se o governo tiver disponibilidade e disposição de mudar, talvez a gente possa fazer mais rápido, o que não duvido porque o governo está com muita disposição de fazer”, aposta o executivo.
Sobre a Rio Oil & Gas 2016, o IBP está otimista, apesar da crise enfrentada pelo setor Petróleo. O evento reunirá 3 mil congressistas, 140 palestrantes e 540 expositores, garantindo a realização de 800 apresentações de conteúdo.
Programada para ocorrer entre os dias 24 e 27 de outubro, no Riocentro, a edição deste ano terá 12 eventos, e a cerimônia de abertura já tem confirmada a presença do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, do secretário de Petróleo & Gás do MME, Márcio Félix, do presidente da Petrobras, Pedro Parente, e da diretora geral da ANP, Magda Chambriard.
Além do Congresso, da Exposição e da Rodada de Negócios organizada pela Onip, a ROG 2016 contará com um Encontro de Asfalto e quatro fóruns, sendo um voltado ao segmento onshore, um à engenharia, um ao financeiro e outro de compliance; três arenas – uma de Tecnologia, uma de Sustentabilidade e outra de Conhecimento –, além do WPC Future Leaders Forum. Serão promovidos ainda quatro almoços-palestra, sendo o primeiro apresentado por Nelson Silva, diretor da Petrobras.
Afetada pela crise do setor, a exemplo de outros eventos internacionais, e pelos problemas econômicos do Brasil, a ROG 2016 ocupará apenas dois pavilhões do Riocentro (3 e 4), totalizando uma área de 18 mil m2, ante o espaço de 34 mil m2 da edição passada. A área da feira terá 540 expositores, o que inclui nove pavilhões internacionais.
A ROG 2016 terá como lema a busca por caminhos para uma Indústria de petróleo competitiva. De acordo com Milton Costa Filho, secretário geral do IBP, a agenda de competitividade da indústria estará presente em todo o Congresso, nas plenárias e nos trabalhos técnicos, não só no Upstream, como no Donwstream, no Midlestream e na própria gestão da indústria.
“Estamos em um momento de virada, novo governo, novas cabeças, nova abordagem e o Congresso e a Exposição serão realizados justamente neste momento, em que precisamos ser cada vez mais competitivos e remover barreiras para atrair investimentos para o nosso país”, avalia o executivo.