Estudo considera eficácia das medidas de contenção da pandemia e dos cortes de produção da Opep+
O IBP publicou estudo que prevê três possíveis cenários para a retomada da demanda por petróleo no país, conforme a eficácia das medidas de contenção da pandemia e dos cortes de produção da Opep+.
O cenário mais otimista prevê a recuperação da demanda ao patamar de 2019 já no segundo semestre de 2020, com base em um cenário de contenção da pandemia (pelas medidas de isolamento social) e de compensação da queda na demanda pelo acordo da Opep. Nesse caso, os estoques retornam ao patamar médio no ano seguinte.
Já o cenário intermediário prevê a recuperação da demanda do ano passado somente em 2021, considerando-se que o excesso de oferta é contido parcialmente pelos cortes na produção mundial, com que os estoques de petróleo operando em capacidade limitada até meados de 2021.
O cenário mais pessimista, no qual a Covid-19 é contida apenas com a vacina, e a articulação para os cortes de produção fracassam, prevê queda expressiva da demanda em longo prazo, com mudança no perfil de consumo de petróleo e derivados e estoques lotados até 2021.
Curvas de recuperação da demanda por petróleo (Fonte: IBP)
O preço do Brent também foi analisado pelo IBP. No primeiro cenário, ele se recupera para valores entre US$ 60 e US$ 70 por barril, enquanto, no segundo cenário, se mantém abaixo dos US$ 45 por barril. Na análise mais pessimista, os preços do barril operam abaixo de US$ 40, com momentos de queda para valores inferiores a US$ 20.
O estudo destaca ainda a importância da China para a retomada do setor de óleo e gás no Brasil, uma vez que o país respondeu por 54% da receita total de exportações de petróleo bruto entre janeiro e março deste ano (totalizando US$ 3,4 bilhões), em alta de 5% ante o mesmo período de 2019.
“As exportações em alta permitiram que a Petrobras mantivesse o nível de produção em um patamar mais elevado”, ressalta o IBP.
Entre abril e junho deste ano, a companhia bateu recordes de exportação, tanto de petróleo (+145% em abril) quanto de óleo combustível (+231% em maio), refletindo em alta na movimentação nos terminais (em maio) operados pela Transpetro, na comparação anual.
Fonte: Revista Brasil Energia