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Clippings - 21/11/14

Iesa tem contrato dos módulos rescindido

Petrobras prepara nova licitação para a construção dos módulos de compressão de gás dos FPSOs replicantes.

A Petrobras rescindiu o contrato com a Iesa Óleo & Gás para construção dos módulos de compressão de seis dos oito FPSOs replicantes do cluster do pré-sal da Bacia de Santos, destinados aos projetos de Lula Sul (P-66), Lula Norte (P-67), Lula Extremo Sul e Sul de Lula (P-68), Lula Oeste (P-69), Iara Horst (P-70) e Iara NW (P-71).

A decisão foi tomada pela petroleira em conjunto com seus sócios na semana passada e comunicada à empresa de engenharia, que colocou todos seus funcionários de aviso prévio.

Uma nova licitação para contratação dos módulos será lançada ainda esse ano. A petroleira ainda não definiu que empresas serão convidadas para participar do processo.

A rescisão do contrato terá impacto direto sob o cronograma de entrada em operação dos seis replicantes, segundo uma fonte da empresa. Os cascos dos oito FPSOs estão sendo construídos pela Engevix, que até o momento não entregou nenhum equipamento.

A questão do prazo é realmente preocupante. Na avaliação de algumas empresas que atuam na área, se a obra for colocada na China, o serviço pode ser realizado no prazo de cerca de oito meses, enquanto no Brasil o tempo mínimo seria de um ano.

O contato com a Iesa envolvia a construção de um total de 24 módulos, sendo quatro módulos – gás principal, injeção de gás, exportação de gás e injeção de CO2 – por cada FPSO – tendo sido fechado por US$ 720 milhões. A UTC apresentou o segundo menor preço na concorrência, seguida pela Andrade Gutierrez. Na ocasião também participaram a Tomé, Orteng e outros grupos do setor.

A rescisão foi motivada pelo fato de a Iesa estar em recuperação judicial e não ter conseguido performar os módulos, mais de dois anos após a assinatura do contrato, em meados de 2012. A decisão não teria qualquer vínculo com a Operação Lava Jato, embora executivos da empresa tenha sido presos na sexta-feira (14/11).

A Iesa entrou com pedido de recuperação judicial em setembro e no início de outubro já havia perdido oito dos 24 módulos.

Procurada pela Brasil Energia Petróleo & Gás, a Iesa informou desconhecer o cancelamento do contrato.