unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 14/12/15

Importações via portos-secos mineiros caem 21%

Retração da economia e alta do dólar são alguns dos fatores que impulsionaram redução

Retração da economia, alta do dólar e diversos outros fatores estão contribuindo para a queda das importações por meio dos portos-secos do estado de Minas Gerais. No acumulado até outubro deste ano, foram desembaraçados US$ 6,430 bilhões em mercadorias nas aduanas mineiras contra US$ 8,218 bilhões nos mesmos meses de 2014, uma redução de 21,7%.
Segundo José Carlos Sant’Anna, presidente do Sdamg (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais), além da retração da economia nacional – que reflete de forma negativa na movimentação dos portos-secos – o dólar valorizado também está desestimulando as importações. Porém, não é só a escalada do dólar frente ao real que inibe as importações por meio dos portos-secos. “A incerteza em relação à instabilidade do câmbio também deixa o importador mais cauteloso. Além disso, a Receita Federal está em estado de greve há dois meses e isso também prejudica a movimentação nas aduanas”, acrescentou.

No porto-seco de Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi apurada a maior queda de desembaraços. As importações de mercadorias através do terminal somaram US$ 205,5 milhões de janeiro a outubro, 59,2% menos que o valor de igual intervalo do exercício anterior (US$ 504 milhões). De acordo com Sant’Anna, a forte concorrência com os portos do litoral fluminense –devido à proximidade geográfica – prejudicam os desembaraços na aduana de Juiz de Fora. Além disso, a redução nas atividades da Mercedes-Benz, com planta no município, que era uma âncora para as movimentações do terminal, também ajuda a derrubar a movimentação neste porto-seco.

O porto-seco de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, desembaraçou US$ 68,3 milhões em mercadorias no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, 42,7% de retração em comparação com o montante desembaraçado no mesmo perãodo do exercício passado (US$ 119,3 milhões). A aduana de Uberaba, também no Triângulo, desembaraçou US$ 592,2 milhões entre janeiro e outubro, bem mais que em Uberlândia, mas também com redução de 15,8% em relação ao valor desembaraçado em mercadorias no mesmo intervalo de 2014 (US$ 703,9 milhões), segundo informações da Receita Federal.

As importações por meio da aduana de Varginha, no Sul de Minas, somaram US$ 437,7 milhões em mercadorias no acumulado até outubro. Na comparação com os desembarques de iguais meses do exercício anterior, quando totalizaram US$ 505,2 milhões, houve uma retração de 13,3%.

Os desembaraços no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH), também estão caindo. No acumulado até outubro, as importações somaram US$ 3,970 bilhões contra US$ 5,085 bilhões no mesmo intervalo de 2014, recuo de 21,9%. O terminal de Confins respondeu por 61,7% do total desembaraçado em todas as aduanas do Estado para os dez primeiros meses deste ano.

Exportações

Se o dólar valorizado frente ao real está impactando negativamente as importações, na outra ponta, está favorecendo as exportações. Tanto que os embarques através das aduanas encerraram o acumulado até outubro deste ano com crescimento de 36,5%, somando US$ 1,172 bilhão sobre US$ 858,3 milhões no mesmo intervalo de 2014.

O aumento continua sendo sustentado pelo embarque de produtos do agronegócio, especialmente carnes da aduana de Uberaba, e de café, no Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação de Guaxupé, no Sul de Minas. Os crescimentos neste caso foram de 742,7% e 45,7%, respectivamente, de janeiro a outubro frente ao mesmo perãodo de 2014.

Em termos de valor exportado em mercadorias, o Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação de Guaxupé também movimentou o maior montante, somando US$ 588,2 milhões entre janeiro e outubro. Pelo terminal de Confins foram embarcadas mercadorias no valor de US$ 382,5 milhões contra um montante de US$ 251,8 milhões nos mesmos meses de 2014, alta de 51,9%.