Relatos de um agente dizem que o incidente com o navio Cosco Ásia no Canal de Suez, pode ter sido o resultado de uma explosão de cilindro de gás a bordo, ao invés de um ataque terrorista. No entanto, os armadores foram avisados sobre um aumento do risco de ataque no Mediterrâneo, entre o Canal de Suez e do estreito de Gibraltar.
Autoridades do Canal de Suez emitiram um comunicado no sábado (2), em seu site onde diziam que “elementos terroristas” fizeram um ataque mal sucedido em uma tentativa de interromper o fluxo de embarcações através da hidrovia.Trânsitos dos navios através do canal não foram afetados, disse o chefe da Autoridade do Canal de Suez Mohab Memish.
No entanto, uma fonte do exército minimizou a ideia de terrorismo no domingo (3) e disse que havia prendido três pessoas que abriram fogo contra o navio com metralhadoras. De acordo com relatos o cargueiro de bandeira do Panamá incendiou com a explosão de um contêiner a bordo. O fogo foi extinto e, posteriormente, o navio foi parado no mar para averiguações.
O comandante da Counter-Piracy Task Group, Gerry Northwood, alertou que há um risco maior de ataque no Mediterrâneo, entre o Canal de Suez e do estreito de Gibraltar. “A área de risco ampliou para o Mediterrâneo, porque a al-Qaeda e suas afiliadas operam no Norte da África e podem identificar os locais na região do Mediterrâneo, onde eles poderiam lançar um ataque contra qualquer navio grande de carga ou navios de cruzeiro”, disse ele.