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Clippings - 14/01/14

Indonésia proíbe exportação de minério bruto, mas deixa brechas

JACARTA – A proibição na Indonésia há muito aguardada sobre a exportação de minério bruto entrou em vigor neste fim de semana, mas só após reuniões de última hora que abriram espaço para grandes exceções, com o governo tentando equilibrar a pressão política interna com a realidade econômica.

A Indonésia é o maior exportador do mundo de níquel, cobre, estanho e outros minerais. O país vem se movendo em direção a proibição da exportação de matérias-primas minerais para forçar as empresas de mineração a fazer mais refino no país, em vez de no exterior, para ajudar o país a movimentar a sua economia subindo na cadeia de valor do setor. Atualmente, apenas uma pequena quantidade de minério extraído na Indonésia é processada no país.

O ministro da Energia Jero Wacik disse a jornalistas na tarde deste sábado que a exportação de minérios não é mais permitida, de acordo com uma lei de 2009, para aumentar o valor da gigante indústria de mineração do país.

Ele disse, no entanto, que as empresas que têm processado ou vão processar seus minerais na Indonésia poderão manter suas operações. Ele se recusou a dar detalhes, dizendo que eles serão esclarecidos nos próximos dias.

Na semana passada, R. Sukhyar, diretor-geral do ministério de carvão e minerais, já havia dito que as empresas com planos claros de processar minérios no mercado interno teriam permissão para continuar exportando, desde que os seus planos, como a construção de fundições, estiverem progredindo.

Hatta Rajasa, o ministro de coordenação para a economia do país, disse que a exportação de minerais concentrados será permitida, o que abre espaço para os maiores grupos de minério que atuam na Indonésia, o que inclui a americana Freeport-McMoRan Copper & Gold e a Newmont Mining Corp. [Minério] concentrados não são mencionados na lei de mineração de 2009, disse Rajasa.

Wacik, o ministro da Energia, disse que uma consideração importante nas decisões de última hora para a proibição era a manutenção dos empregos do setor. Queremos evitar demissões em massa, disse. Freeport e Newmont empregam dezenas de milhares de trabalhadores em suas operações na Indonésia. Ambos disseram que a proibição poderia forçá-los a demitir milhares e parar algumas operações, custando a eles e ao país bilhões de dólares em exportações perdidas.

As decisões finais de sábado parecem ser um movimento da Indonésia para manter as aparências, uma vez que o país há muito tempo vinha dizendo que a sua lei de 2009 determinando que o refino de minério fosse feito no país em 2014 era obrigatória e imutável. Uma proibição total das exportações, porém, paralisaria um setor que emprega muitas pessoas e traz bilhões de dólares anualmente para os cofres do governo da maior economia do sudeste asiático.