O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou, nesta sexta-feira (17/5), que definirá a modelagem do programa Novo Mercado de Gás e que avançará com suas primeiras medidas em junho. Em reunião com entidades industriais, no Rio de Janeiro, o dirigente ressaltou que está aberto a sugestões e que fará reuniões periódicas com indústria para chegar ao melhor formato.
O encontro foi agendado a pedido de associações como Abrace, Abal (alumínio), Abia (alimentos), Abicolor (cloro e derivados), Abiquim (químico), Abit (indústria têxtil), Abividro (vidro), Abrafe (produção de ferroligas e silício metálico), Anace, Anfacer (produtores de cerâmica), Anfavea (automotivo), Aspacer (indústria paulista da produção de cerâmica de revestimentos), Ibram (mineração), Idec e o Instituto Aço Brasil.
No encontro, foi cobrada do ministro ação imediata para absorver a oferta de gás do pré-sal, que, hoje, é em boa parte reinjetado nos campos. As associações reforçaram ainda a necessidade de criar condições competitivas nos segmentos de transporte e distribuição de gás.
Nesta semana, o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, se encontrou com Albuquerque nos EUA. NA ocasião, o executivo assinalou que a ampliação da oferta e o investimento na abertura à competição oram os fatores determinantes para que o insumo chegasse ao preço de US$ 3 por milhão de BTU no país.
O Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural no Brasil, criado pelo CNPE, em abril, tem até o próximo dia 7 de junho para apresentar os resultados dos estudos. O colegiado atuará no sentido de propor medidas de estímulo à concorrência no mercado de gás, além de recomendar diretrizes e aperfeiçoamento de políticas voltadas à promoção da livre concorrência. Também será de responsabilidade do comitê propor ações a entes federativos voltados às boas práticas regulatórias.
Fonte: Revista Brasil Energia