Em 08/03/2024, 70 países se reuniram no “Fórum Mundial sobre Edifícios e Clima”, organizado conjuntamente pela Agência das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o governo francês, assim como estabeleceram revisar e adaptar modelos de construção de edifícios para frear o aquecimento global e protegê-los de fenômenos climáticos.
O objetivo principal desse encontro foi estabelecer metas para zerar as emissões de gás carbônico na indústria da construção civil, responsável pela grande maioria de lançamento de gases de efeito estufa e, por conseguinte, do aumento das temperaturas globais. Como exemplo, o setor da construção civil é responsável, atualmente, por 21% das emissões mundiais de gases do efeito estufa e de 37% dos lançamentos de gás carbônico associados à energia.
Além disso, foram enunciadas metas para aumentar a resistência dos edifícios diante de tempestades, inundações e das ondas de calor, sobretudo em países mais vulneráveis.
Neste sentido, os participantes assinaram compromissos enfatizando a importância da renovação das edificações em detrimento da construção de novas estruturas, com o objetivo de reduzir o uso de recursos não renováveis e aumentar a eficiência energética.
Por fim, o encontro foi encerrado com a Declaração de Chaillot, cujos preceitos estimulam a economia de água e energia, afirmando que a circulação natural de ar no interior dos prédios é mais benéfica ao meio ambiente, além de incentivar a capacitação de uma mão de obra qualificada na construção civil.