A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), Elbia Gannoum, disse que o Brasil está diante de uma oportunidade única de desenvolvimento e reindustrialização a partir de seus recursos naturais e da expansão do potencial de geração de energia em terra e no mar. Ela avalia que o governo percebeu esse caminho e está alinhado com o Congresso, onde tramitam projetos de lei importantes para o setor privado relacionados à geração de energia offshore, ao hidrogênio verde (H2V) e ao mercado de carbono.”
Nós da indústria estamos ansiosos pela aprovação do PL de mercado de carbono, pela aprovação do PL de energia offshore e pelo PL do promissor H2V”, afirmou Elbia que falou como representante do setor produtivo e privado da economia e do conselho de desenvolvimento econômico social sustentável, durante a cerimônia de lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na última sexta-feira (11), no Rio de Janeiro.
Na ocasião, ela destacou que a política de conteúdo local do BNDES fez com que construíssemos a indústria de energia eólica onshore 80% nacional, com geração de emprego para brasileiros. A expectativa é que os projetos eólicos integrantes do PAC alcancem 14 gigawatts (GW) de capacidade instalada até 2026, aproximadamente metade do que já existe instalados atualmente e que representa a segunda fonte de geração da matriz energética brasileira.
A executiva ressaltou a importância da sinalização da política industrial verde e do plano de transição energética. Ela estima que esses 14 GW representarão em torno de R$ 280 bilhões de investimentos que, avaliando os efeitos multiplicadores relacionados, devem passar de R$ 400 bilhões. “Com este tipo de política, vamos sinalizar para os investimentos. O governo ao fazer um PAC dá sinal de gastos de investimento. Esse sinal é suficiente para que investidores venham e tragam recursos para o Brasil”, afirmou.
Elbia citou um estudo que apontou que a região Nordeste cresceu 21% com a chegada dos parques eólicos terrestres, que contribuíram com aumento de 20% no índice de desenvolvimento humano (IDH) no período dos investimentos. “A cada R$ 1 investido em energia eólica, devolvemos R$ 2,9 para a economia. O Nordeste produz energia a partir do vento, do sol e, em breve, através do mar, com aerogeradores”, projetou.
Fonte: Revista Portos e Navios