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Clippings - 07/05/19

Indústria mantém aposta nos risers flexíveis

A Airborne Oil & Gas e a Símeros Technologies assinaram um acordo de cooperação para fornecer tubos compósito termoplásticos (TCP) para águas profundas no Brasil. A tecnologia de risers está sendo qualificada desde o ano passado no país, com apoio de uma operadora que pretende utilizá-la no pré-sal.

Os TCP podem ser instalados por embarcações flex-lay e reel-lay na configuração free-hanging catenary (FHC), o que, segundo a Airborne, gera economias para o projeto ao acelerar a instalação e dispensar o uso de módulos de flutuação.

“A Símeros tem vasta experiência em testes de qualificação de linhas flexíveis, por isso acreditamos que será uma parceria bem-sucedida”, declarou o CEO da Airborne, Oliver Kassam.

O diretor da Símeros, Fabiano Bertoni assinalou que o programa de qualificação poderá mudar a cara da indústria subsea nos próximos anos.

“O Brasil é um mercado muito atraente e deve ter um papel central no segmento de águas profundas daqui por diante”, complementou o executivo.

A solução da Airborne não é a primeira do tipo TCP em qualificação no país. A brasileira Ocyan, em parceria com o Estaleiro Brasfels e a Magma Global, tem também um processo em andamento com a Petrobras.

Flexíveis vs. rígidos

As novas tecnologias se apresentam como alternativa aos dutos flexíveis tradicionais, prometendo redução do peso sobre a unidade flutuante de produção, além de maior resistência à corrosão, pressão e temperatura.

Entre 2016 e 2017, risers de injeção de gás interligados aos FPSOs Cidade de São Paulo e Angra dos Reis, na Bacia de Santos, apresentaram falhas causadas por corrosão. Os  incidentes acabaram abrindo nova janela de oportunidades para os risers rígidos, que vinham sendo preteridos em projetos do pré-sal até então.

Apesar disso, fornecedores ainda apostam na demanda por linhas flexíveis no Brasil. “Os flexíveis ainda são muito importantes para a Petrobras. Sim, há questões técnicas, e um amplo trabalho está sendo feito para desenvolver equipamentos com alta especificação para CO2. Mas a mensagem é clara: a Petrobras tem ido ao mercado para contratar”, disse o COO da Subsea 7, John Evans, durante conferência com analistas, na última semana.

Em março, a Petrobras lançou uma licitação para contratar 137 km de dutos flexíveis de produção, Gás Lift e Injeção de água, incluindo acessórios, sobressalentes e frete, pelo período de quatro anos.

Os novos campos da estatal no pré-sal, como Mero e Sépia, tendem a utilizar configurações híbridas (com dutos rígidos e flexíveis).

Primeira operadora estrangeira de um campo de pré-sal, a Total assinou, no mês passado, um contrato com a TechnipFMC para adquirir tubos flexíveis de gás lift e injeção de gás, além de acessórios associados, para o campo de Lapa, na Bacia de Santos. A petroleira francesa promove, no momento, uma concorrência para afretar um PLSV para instalar os equipamentos.

Já na Bacia de Campos, a tendência é que siga havendo espaço para empreendimentos exclusivamente com linhas flexíveis, como os projetos de Revitalização de Marlim e o Sistema Integrado de Parque das Baleias.

P&D

Outra operadora que investe em dutos flexíveis como solução para empreendimentos no offshore brasileiro é a Shell. Desde 2017, a petroleira anglo-holandesa desenvolve um projeto para estender a vida útil de risers flexíveis com a norueguesa 4Subsea.

A Shell ainda financia, com recursos da Participação Especial (PE), uma pesquisa sobre risers flexíveis compósitos executada pela DNV-GL e a WGK. Iniciado em 2013 pela BG – adquirida pela Shell em 2016 –, o projeto tem previsão de término em julho do ano que vem, segundo a ANP.

Pelo menos outros oito projetos envolvendo dutos flexíveis apoiados pelo mecanismo da cláusula de P&D – que incide sobre os contratos de campos de grande produção no país – estão em andamento. Todos são financiados pela Petrobras e têm foco na melhoria da resistência das tubulações frente a efeitos corrosivos.

Fabricantes

Os principais fornecedores de dutos flexíveis no Brasil atualmente são a BHGE, NOV, Prysmian e TechnipFMC,

Fonte: Revista Brasil Energia