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Clippings - 01/07/24

Indústria naval indiana atrai encomendas europeias

Garden Research Shipbuilders recebeu um grande contrato europeu

A demanda por construção naval no mundo tem aumentado. E a Índia se movimenta para ocupar espaço junto a armadores europeus, com apoio do governo.

Na semana passada, a estatal Garden Reach Shipbuilders (GRSE), subordinada ao Ministério da Defesa, assinou um acordo com a empresa alemã Carsten Rehder para a construção de quatro navios polivalentes de 7.500 dwt cada. O contrato também inclui opção de construção de mais quatro navios. A GRSE é historicamente conhecida pela construção de navios de guerra e este contrato amplia seu portfólio.

Os navios terão 120 metros de comprimento e 17 metros de largura, com um calado máximo de aproximadamente 6,75 metros. Cada um terá capacidade para transportar 7.500 toneladas métricas de carga. Os navios terão um único porão de carga para acomodar cargas a granel e gerais, com capacidade para transportar contêineres nas tampas das escotilhas. A encomenda, de US$ 54 milhões, está programada para ser concluída em um prazo de 33 meses.

O governo indiano identificou a construção naval nacional como crítica para promover a ambição de industrialização do país. Desde 2016, implementa a denominada Política de Assistência Financeira à Construção Naval, que se destina a oferecer aos estaleiros nacionais subsídios de até 20% para contratos assinados em 2016, mas reduzida para 11% até 2026. A política foi recentemente alterada para incluir financiamento assistência à construção de embarcações verdes, com taxas que chegam a 30% para navios que funcionam com combustíveis alternativos, como metanol ou amoníaco.

Para aumentar ainda mais os incentivos, o governo planeja este ano disponibilizar US$ 600 milhões para assistência financeira à construção naval. O financiamento fará parte de um novo esquema onde há lacunas de viabilidade, para incentivar a construção de embarcações de navegação interior. Mas há opção futura de estender o plano à construção de embarcações de alto-mar.

Essas iniciativas estão facilitando o posicionamento dos estaleiros estatais a captar encomendas de embarcações comerciais. No início deste mês, um estaleiro sob o controle administrativo do Ministério da Defesa recebeu um pedido de uma draga de sucção de arrasto de última geração da empresa belga Jan De Nul. A embarcação é um híbrido plug-in projetado especificamente para operar em pequenos portos.

O contrato prevê a entrega em 24 meses, com opção para encomenda de uma segunda embarcação.

O Udupi Cochin Shipyard, subsidiária integral do Cochin Shipyard — também controlado pelo estado — anunciou na sexta-feira que recebeu um pedido da empresa norueguesa de transporte marítimo de curta distância Wilson ASA. O acordo inclui o projeto e a construção de quatro navios de carga seca de 6.300 toneladas. Há um segundo acordo para quatro navios adicionais do mesmo tipo, que serão formalmente contratados até 19 de setembro de 2024. O pedido total é estimado em US$ 131 milhões.

Atualmente, a Índia tem menos de 1% de participação no mercado global de construção naval, que é amplamente dominado pela China, Coreia do Sul e Japão.

Fonte: Revista Portos e Navios