Apesar das crescentes incertezas no mercado, a Infield Systems prevê que o segmento subsea crescerá em média 11% ao ano entre 2015 e 2019, superando estimativas feitas pela própria consultoria em um relatório publicado no ano passado, o qual previa crescimento anual de aproximadamente 6%. África, América Latina e América do Norte serão os principais motores do crescimento, respondendo, juntos, por 75% do mercado no perãodo, em termos de capex. Pouco mais da metade dos aportes será direcionada para projetos em lâminas d’água superiores a 1,5 mil m.
Mesmo com a crise que enfreta e tendo que cortar custos, a Infield acredita que a Petrobras seguirá dominando o segmento, tendo em vista os planos de exploração e desenvolvimento da produção no pré-sal e pós-sal. A consultoria não faz menção aos desinvestimentos recentemente anunciados pela estatal brasileira, tampouco a postergações de projetos que podem vir a ocorrer devido à atual situação financeira da companhia e como reflexo da operação Lava-Jato.
Outras importantes operadoras a realizar investimentos na área serão a Total, com importantes projetos como o de Kaombo, na Angola; Shell, que fará expressivos aportes no Golfo do México; e BP, cujos investimentos serão, em boa parte, reservados a projetos no offshore angolano e no Mar do Norte. Em relação aos fabricantes, a Infield ressalta que a FMC Technologies – que obteve 43% dos contratos de árvores de natal molhadas nos últimos cinco anos – se manterá como principal fornecedora desse mercado –, ao lado da Aker Solutions.