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Clippings - 06/10/15

Infraero dará incentivos a aéreas para atrair voos

Depois de ter perdido o controle de seis aeroportos, a Infraero formula uma nova política de incentivos para atrair mais voos de companhias aéreas aos terminais que continuam sob sua operação. Os estímulos às empresas serão apresentados em dezembro, segundo o diretor comercial e de logística de cargas da estatal, André Luís Marques de Barros.

De acordo com o executivo, o foco está principalmente nas cargas trazidas do exterior. “Queremos atrair empresas aéreas para que elas sejam nossas parceiras na importação de mercadorias”, afirma Marques. O maior potencial para a captação de novos voos está nos aeroportos de Manaus, Curitiba e Recife. Nenhum deles está na próxima rodada de concessões federais anunciada pela presidente Dilma Rousseff.

A estratégia não envolve apenas a atração de cargueiros, mas voos comerciais que trazem mercadorias na “barriga” das aeronaves. Marques adianta que a Infraero pode usar vários instrumentos para seduzir as companhias: descontos nas tarifas de pouso e permanência dos aviões, nas taxas de fornecimento de combustível e no uso dos terminais de carga para processamento dos produtos. Além disso, uma parte da remuneração obtida pela estatal com os terminais poderia ser revertida às empresas aéreas dispostas a criar novos voos.

De certa forma, os incentivos visam compensar um ativo que a Infraero não detém mais: aeroportos internacionais nas cidades com maior demanda. Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins já foram concedidos à iniciativa privada. Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis estão na próxima rodada. O aeroporto de Natal foi desativado e deu lugar a um terminal também com operação privada.

De olho na geração de receitas alternativas para fechar suas contas, que estão no vermelho e têm dependido de aportes do Tesouro Nacional, a Infraero se diz aberta a discutir novas parcerias com empresas. “O mercado pode nos usar à vontade. Se algum empresário vislumbrar oportunidades de negócio em qualquer aeroporto da nossa rede, estaremos abertos a discutir”, afirma Marques.
Um exemplo é a “concessão” da área comercial do novo terminal de passageiros de Goiânia e de um condomínio logístico em Uberlândia. Apesar das privatizações que ocorreram desde 2012, a Infraero continua sendo individualmente a maior operadora do país. Até agosto, foram 75 milhões de passageiros embarcados e desembarcados em seus 6o terminais.