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Clippings - 04/03/10

Infraestrutura – Dragas nacionais não atendem demanda

Em Santos, Governo usará a embarcação chinesa Hang Jun 5001.

A capacidade das dragas brasileiras é limitada e não atende a demanda de aprofundamento nos principais portos do País, segundo o Centro Nacional de Navegação (Centronave), que reúne os armadores em atuação na nação.

De acordo com o Centronave, com base em informações da Secretaria Especial de Portos (SEP), há somente 10 dragas nacionais. Juntas, essas embarcações podem retirar até 27,5 milhões de metros cúbicos dos fundos dos canais de navegação brasileiros por ano. A maior draga do País consegue carregar até 5,6 mil metros cúbicos na sua cisterna.

Somente a dragagem de aprofundamento do Porto de Santos, iniciada no mês passado, vai retirar 13,6 milhões de metros cúbicos, para alcançar a profundidade de 15 metros em todo o estuário.

No cais santista serão utilizadas três embarcações no serviço. A maior delas, que chegará até o final deste mês, terá capacidade para 13.500 metros cúbicos. A segunda, que iniciou a obra, pode abarcar até 5 mil metros cúbicos.

A menor, 3 mil metros cúbicos. Para piorar, segundo o órgão, a idade média das dragas brasileiras supera 20 anos. A mais nova foi construída em 1993, enquanto a mais antiga, em 1960.

As dragagens ficaram muito tempo esquecidas e, neste sentido, a SEP merece apoio por ter colocado em prática o Programa Nacional de Dragagem, ainda que com atrasos. Mas o que percebemos, de acordo com os dados disponibilizados pela própria Secretaria, é que o setor ainda não tem merecido a atenção do Governo que o seu papel no desenvolvimento da economia requer, afirmou o diretor-executivo do Centronave, Elias Gedeon.

O executivo ressaltou que a falta de dragagens é um dos principais gargalos logísticos do País.