De acordo com informações fornecidas pelo diretor presidente da Codeba, José Muniz Rebouças, já foi iniciado os trabalhos de novos projetos para a implantação dos portos baianos, oportunidade em que será contempla a área de Terminal de Passageiros. Na semana passada Salvador recebeu a visita de dois navios de cruzeiros e espera-se até o fim do verão a chegada de 37 transatlânticos que deverão aportar na capital, com um número expressivo de 320 mil pessoas.
O novo Terminal de Passageiros ocupará uma área de 2 mil metros e investimento na ordem de R$ 49 milhões. ?Além do Terminal de Passageiros, estamos dando continuidade nas obras do chamado PAC 2 de infraestrutura e modernização portuária. Fomos chamados a Brasília pela Secretaria Especial de Portos, que está sensível aos problemas que segmentos estão enfrentando, e vamos dar início aos estudos, em 2010 serão abertas as licitações?, garante.
Os trabalhos serão iniciados com a realização das obras em Aratu. O contrato de dragagem está assinado. Na segunda metade do próximo ano será a vez de Salvador. Realizaremos obras no trecho da ponta norte para aproveitar o aterro hidráulico. Em relação ao Terminal de Contêineres a perda de cargas está com dias contados. Este novo berço público terá 300 m de comprimento. A solução foi apreciada pelo Ministro dos Portos, Pedro Brito, que prontamente aprovou a idéia da CODEBA. No momento, estamos realizando estudos de viabilidade econômica e já contamos com licença ambiental. O cais que hoje é de 210 m com as obras passará a ter 375 m?, diz. O berço será reforçado para as obras de dragagem que com isso chegara a 15 metros de profundidade.
Em relação à Braskem e o projeto de modernização no Porto de Aratu, em associação a outras duas grandes empresas, a Log-In e a Transultra, Rebouças disse que a proposta está no aguardo de um marco regulatório sobre o arrendamento em áreas públicas.
IMIC alerta para demora das obras e os prejuízos
Para o presidente do Instituto Miguel Calmon, Adary Oliveira, a perda de tempo discutindo projetos se configura em perdas incalculáveis ao Estado. Ele cobra mais agilidade. ?A questão não deve ser encarada apenas como a ampliação do Terminal de Contêineres, mas sim se analisar o porto como um todo. As obras de dragagem, o berço, o reforço do cais elas precisam se realizar imediatamente, pois o atraso coloca as operações em risco. Os portos estão operando no limite. Eles precisam de obras para ampliação de capacidade imediata já que a Bahia cresceu e seu potencial também, mas precisa de portos melhor estruturados?, diz.
O economista Joaquim de Souza lembra que há mais de 20 anos não se realizam obras portuárias. ?Faz tempo que o porto de Salvador não recebe investimentos. Os navios de grande porte nem param no porto. Operam em Itajaí e SUAPE e com isso a Bahia perde empregos e renda?, reclama. O diretor executivo da Associação de Usuários dos Portos da Bahia, USUPORT, Paulo Villa, diz que a cada tempo perdido aumenta-se as perdas do setor. ?São mais de 600 mil toneladas por ano que saem pelas estradas. Isso gera congestionamentos e problemas de manutenção. O Pólo Petroquímico, o setor agrícola, o Pólo Automotivo, enfim todos precisam ser atendidos com portos mais eficientes. A cada ano que passa a situação se agrava mais?, revela.