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Clippings - 15/03/19

Instalação do Rota 3 próxima do início

BE Petróleo detalha cronograma e atividades previstas no contrato de R$ 265 milhões entre a Petrobras e a McDermott

A instalação do último trecho marinho do gasoduto Rota 3, que ligará o pré-sal à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Comperj, está próxima de ser iniciada. De acordo com o cronograma estabelecido no contrato entre a Petrobras e a McDermott, a execução do furo piloto de chegada na Praia de Jaconé, em Maricá (RJ), está programada para a próxima terça-feira (19/3).

Uma semana depois deve entrar em operação uma jack-up, que apoiará as atividades de perfuração direcional. Na sequência, entre abril e o início de maio, começarão a atuar no projeto um Pipe Carrier, um RSV (ROV Support Vessel) e uma embarcação de lançamento de dutos para dar suporte à operação.

No valor de R$ 265,5 milhões, o contrato do trecho ultrarraso do Rota 3 entrou em vigor no dia 19 de novembro e tem término previsto para 7 de maio de 2020 (duração total de 535 dias). Com base em uma contratação integrada do tipo EPCI (Engenharia, Suprimentos, Construção e Instalação), o acordo prevê a interligação da nova linha ao trecho raso existente.

A petrobras exigiu que McDermott mobilizasse uma base onshore de perfuração direcional e apoio ao précomissionamento do duto, dentro de um limite de 5 mil m² disponibilizado pela petroleira. Outro requisito foi a instalação de uma base de operações para movimentar, embarcar e transportar os tubos do projeto, que estão armazenados dentro da área do Comperj.

Além de fornecer 13,7 km de tubos, a Petrobras disponibilizará o projeto detalhado do tie-in de interligação entre os trechos ultrarraso e raso, um DSV (Dive Support Vessel), um pig launcher os spools de interligação submarina e um OSRV, de apoio a operações de emergência.

A entrega do duto condicionado entre o trecho ultrarraso e a praia – incluindo limpeza, calibração, teste hidrostático, secagem e inertização – e dos spools de interligação no fundo para instalação deverá ser feita até o início de fevereiro de 2020. A desmobilização e liberação da área da praia está prevista para 3 de março do mesmo ano.

A vida útil a ser considerada no projeto do sistema submarino é de 30 anos.

Preocupação ambiental

Um dos pontos sensíveis da instalação do trecho ultrarraso do Rota 3 está relacionado ao ponto de chegada do gasoduto à Praia de Jaconé, que abriga um patrimônio cultural e arqueológico referente aos beachrocks de Jaconé e áreas identificadas como cascalho biodentrítico e afloramentos rochosos.

No contrato, a Petrobras assinala que as atividades de movimentação de âncoras, sistema de ancoragem e/ou posicionamento das embarcações de lançamento de duto, de suporte ao furo direcional e à instalação, devem ser precedidas de aprovação de procedimentos específicos que garantam que não irão suprimir, destruir, mutilar ou descaracterizar, total ou parcialmente, direta ou indiretamente tal patrimônio.

A BE Petróleo procurou a McDermott para comentar o assunto, mas a empresa não quis se manifestar.

Rota 3 em detalhes

Com capacidade para transportar 18 milhões de m³/dia de gás natural e 355 km de extensão total – sendo 307 km referentes ao trecho marítimo e 48 km, ao trecho terrestre –, o Rota 3 partirá do canto nordeste do ring fence do campo de Búzios, em lâmina d’água de 1,628 mil m.

O trecho marítimo será composto de um gasoduto de 24” de diâmetro, com 184 km de extensão, equipado com dois ILTs (In-line Tee) e dois Pipeline End Manifold (PLEM) com “esperas” (hubs de conexão) para futuras conexões, além de três Pipeline End Termination (PLETs), três jumpers rígidos de conexão e um sistema de interligação ao gasoduto Rota 2 (Cabiúnas).

Já o trecho terrestre – cuja instalação está sob responsabilidade da Encalso Construções – será composto de um gasoduto de 22” de diâmetro, com 48 km de comprimento, equipado com válvulas de bloqueio ao longo da extensão do duto, um conjunto de recebedor/lançador de pig em área próxima à praia de Jaconé, em Maricá (RJ), e um recebedor de pig nas instalações do Comperj. Não estão previstas conexões futuras ao longo do trecho terrestre.

Fonte: Revista Brasil Energia