unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 16/06/21

Integração pode gerar retornos médios acima de 12% até 2025, projeta Maersk

 

Arquivo/Divulgação

Grupo avalia que investimentos em digitalização foram importantes durante pandemia, quando restrições em diferentes países demandaram mais ferramentas e canais para clientes se conectarem e manterem cadeia de suprimentos rodando.

A Maersk projeta que a integração de serviços logísticos, transporte marítimo e operação de terminais portuários pode entregar retornos médios acima de 12% até 2025. A empresa aposta na reunião dessas três frentes para melhorar processos logísticos, agilizar entregas e otimizar custos na cadeia de suprimento na América Latina. Em 2016, o grupo decidiu redirecionar o foco global, consolidado ao longo de décadas no transporte marítimo, em torno dos terminais, logísticas e serviços, integrando negócios e sinergias entre eles.

O chefe global das áreas marítima, logística e serviços da Maersk, Vincent Clerc, disse que, após investimentos em novas atividades nos últimos cinco anos, hoje a empresa está focada em logística e terminais, visando a integração cada vez maior entre seus diferentes negócios. O grupo aposta no desenvolvimento de plataformas de atendimento robustas para terminais. A avaliação é que a APM Terminals tem terminais fortes, inclusive na América Latina. Para Clerc, essa presença é importante para sinergias financeiras e operacionais e integração desses hubs com a cadeia logística.

A Maersk acredita que as novas tecnologias, a digitalização para indústria e a descarbonização da cadeia de suprimento global vêm trazendo um impacto profundo em todas as companhias. Clerc entende que a tecnologia permite maior controle, transparência e velocidade nas operações. Ele destacou que os investimentos em digitalização foram importantes durante a pandemia, quando houve a restrição e suspensão de atividades (lockdown) em diferentes países, que demandam cada vez mais ferramentas e diferentes canais para clientes se conectarem e manterem a cadeia rodando.

A nível global são cerca de seis mil pessoas da área de TI (tecnologia da informação) trabalhando a questão da digitalização diariamente. Clerc acrescentou que a pandemia trouxe múltiplos desafios e contribuiu com a descarbonização, em discussão há bastante tempo e que é adotado por uma série de empresas da cadeia logística que estabelecem metas para redução de emissões.

A empresa identifica que ainda existem muitas instabilidades e gargalos ao longo do processo logístico, além das mudanças nas demandas de consumo e nos canais de distribuição que mostram o quanto essa cadeia é frágil. “A pandemia é uma extrema expressão da disrupção na cadeia de suprimento mundial”, comentou Clerc, nesta terça-feira (15), durante coletiva com jornalistas. Ele ressaltou que a integração de serviços nas cadeias logísticas faz com que todos os atores pensem em como será a cadeia de suprimento num mundo pós-Covid. A leitura é que essa cadeia será cada vez mais mais resiliente, acessível e sustentável.

O diretor-geral da Maersk na América Latina, Robbert van Trooijen, disse que a parceria da empresa com a Braskem para gerenciamento de sua cadeia de suprimentos de ponta a ponta é um exemplo de colaboração que mostra a dinâmica do mercado atualmente. O acordo logístico, com duração de três anos, prevê serviços de logística e centros logísticos da líder global. A Maersk gerenciará a cadeia de suprimentos de ponta a ponta para a empresa da área petroquímica, incluindo visibilidade de embarques, despachantes aduaneiros, reservas de transportadoras e gerenciamento de parceiros em todo o processo.

Trooijen salientou que a Maersk possui presença na América Latina e que os 15 terminais da APM na região são importantes para essa cadeia logística. No Brasil, o executivo entende que há um portfólio significante que está sendo complementado com soluções digitais e desenvolvimento de logística multimodal para levar as cargas da origem até o centro de consumo. Ele frisou que o Brasil é um mercado importante e com boas perspectivas de crescimento.

Clerc ponderou que a Maersk está atenta às oportunidades de expansão, mas o principal nesse momento é criar eficiência e desenvolver os mercados domésticos e globais, conforme as demandas existentes. Ele observa a cadeia de suprimentos completamente diferente na última década, com desenvolvimento de softwares e investimentos significativos que trouxeram melhorias para a cadeia de suprimentos. Na América Latina, ele destacou o crescimento das exportações de commodities do agronegócio, que apresenta eficiência, apesar de alguns gargalos de infraestrutura ainda significativos.

Fonte: Revista Portos e Navios

Leia mais