Presidente da Prumo Logística diz que busca sócios para novos empreendimentos no complexo portuário
[27.03.2015] 17h57m / Por João Montenegro
A InterMoor iniciou operações de sua base de apoio offshore no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). A nova unidade atenderá a operações de movimentação de cargas e fabricará equipamentos e ferramentas submarinas, além de armazenar e inspecionar equipamentos de ancoragem.
Com área de 52.300 m², a base da InterMoor possui cais de 90 metros de extensão, provido de cinco cabeços e profundidade mínima de 10 m.
Segundo a empresa, a unidade já recebeu o termo de liberação de operação (TLO) da Antaq, e as primeiras atracações já foram feitas no local. No momento, estão sendo negociados contratos de longo prazo.
Technip e NOV (linhas flexíveis), Wärtsilä (geradores e propulsores azimutais) e Anglo American (minério de ferro) estão entre as outras empresas que já iniciaram operações no Porto do Açu. Para este ano, estão previstas para iniciar atividades no local a Edison Chouest (apoio offshore), NFX (joint venture entre a BP e a Prumo na área de distribuição de combustíveis), Vallourec (dutos) e a Marca Ambiental (tratamento de lama de perfuração).
O Porto do Açu conta ainda com um estaleiro, o UCN Açu, onde o consórcio Integra (OSX e Mendes Júnior) constrói módulos para os FPSOs P-67 e P-70, da Petrobras.
Como está o andamento das obras no Porto do Açu?
Essa é uma pergunta difícil porque as obras não vão acabar nunca (risos). Mas, se considerarmos a primeira fase, que inclui dragagem, quebra-mar (do terminal 1), canal, subestação, terminal multicarga, píer do minério, tudo isso está praticamente pronto. Agora há uma nova etapa, que prevê a construção da usina termelétrica e da parte de superestrutura para transporte de petróleo.
O projeto do polo metalmecânico, na retroárea do porto, ainda está de pé?
A parte “molhada” do empreendimento, que é a parte mais óbvia do Açu, já está 70% ocupada. Em relação a essa indústria de trás, o momento da economia não ajuda, mas, com o desenvolvimento das bases offshore, será uma questão de tempo para esse polo se formar.
A Prumo ainda busca investidores para financiar as obras?
Há negócios em que queremos estar dentro e outros, não. O mais distante que temos é o negócio de aluguel de terrenos. Em outros, como da NFX, nos interessa ser sócios, assim como em estaleiros de reparo. Também gostaríamos de ter um sócio no terminal multicargas
Qual o total de investimentos feitos no superporto?
Até o final de 2014 foram investidos R$ 9 bilhões. Este ano ainda haverá um investimento intenso nosso para acabar a fase atual e, então, avaliaremos que outros aportes que faremos a partir de 2016. A tendência agora é aumentar bastante o lado do investimento dos clientes.