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Clippings - 16/05/13

Investimento estrangeiro avança na AL

O fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) para a América Latina e o Caribe atingiu o recorde de US$ 173,4 bilhões no ano passado. O número, divulgado ontem pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), representa alta de 6,7% em relação a 2011.

O Brasil continuou a ser o país mais atrativo da região, com 37,65% dos ingressos. No entanto, a participação brasileira recuou para o menor percentual desde 2009, auge da crise internacional. Naquele ano, a fatia recebida pelo país foi de 31,3%.

De acordo com o relatório, em segundo lugar ficou o Chile, que recebeu US$ 30,3 bilhões. O volume destinado ao país aumentou 32% ante o ano anterior. Colômbia (US$ 15,8 bilhões), México (12,7 bilhões) e Argentina (US$ 12,6 bilhões) completam o ranking dos cinco países da região que mais receberam investimentos diretos. O México se manteve na lista apesar de o fluxo de IED para o país ter recuado 35% no ano passado.

A Cepal não fez uma projeção muito assertiva para este ano. De acordo com o organismo das Nações Unidas, os ingressos de IED na região vão oscilar entre queda de 3% e alta de 7% frente a 2012.

A previsão da Cepal é que o crescimento econômico de 3,5% esperado para a América Latina e o Caribe em 2013 garantirá o reinvestimento de lucros, assim como novos investimentos orientados para os mercados internos desses países. O organismo pondera, por outro lado, que a recente queda dos preços de alguns produtos básicos pode moderar a forte expansão do IED observada no setor de recursos naturais nos últimos anos. Porém, não há previsão de que isso paralise os grandes projetos em andamento.

O Banco Central (BC) projeta que o ingresso de investimentos estrangeiros diretos no Brasil será de US$ 65 bilhões neste ano. Se confirmado, será praticamente o mesmo valor que entrou no país por esse canal no ano passado (US$ 65,3 bilhões).