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Clippings - 27/07/10

Investimento estrangeiro decepciona no semestre e fica em US$ 12 bilhões

A entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no primeiro semestre não apresentou a força que o Banco Central esperava. Em junho, a conta somou pouco mais de US$ 700 milhões, contra uma projeção de US$ 1,5 bilhão da própria autoridade monetária. No acumulado do ano, o IED está em US$ 12,058 bilhões, inferior ao mesmo perãodo do ano passado (US$ 12,665 bilhões).

O BC não reviu sua projeção, estacionada em US$ 38 bilhões para o acumulado neste ano, mas admite que o ritmo até agora está mais fraco do que o previsto. O semestre está inferior ao esperado, também por causa do retorno de investimentos no perãodo, afirmou Altamir Lopes, chefe do departamento econômico do BC.

O mês de junho registrou retorno de investimentos estrangeiros diretos de US$ 919 milhões. Essa conta registra quando um estrangeiro repassa o ativo que detém no país para um residente. As maiores saídas se deram na área imobiliária e na construção de edifícios, seguidos pelo setor de seguros.

As amortizações de empréstimos intercompanhias também drenaram do país US$ 1,728 bilhão. As maiores saídas foram de empresas de bebidas (US$ 346 milhões) e de alimentos (US$ 280 milhões), seguidas pelas de telecomunicações (US$ 196 milhões) e de comércio (US$ 108 milhões).

As maiores quedas de IED se deram nos fluxos originados dos países europeus, que ainda sofrem com a crise, como Espanha, Holanda e Reino Unido. Os Estados Unidos também recuaram. As indústrias metalúrgicas e automotivas são as que mais perderam aplicações, seguidas pelos setores financeiro e comercial. O petróleo do pré-sal tornou-se o mais atrativo.

Lopes pondera que há volatilidade na entrada de recursos, mas a perspectiva de longo prazo se mantém positiva. Um exemplo disso, diz, é que neste mês (até dia 26) o fluxo já está positivo em US$ 1,6 bilhão, devendo fechar o mês em US$ 2 bilhões. Até por conta disso, o BC manteve a expectativa de entrada de recursos baseada nas sondagens de mercado.

Ele destacou ainda o retorno das companhias brasileiras às captações no mercado internacional. A taxa de rolagem da dívida externa privada ficou em 222%, na média, no primeiro semestre do ano. Somente em julho até ontem, a média está em 208%, sendo 322% para o refinanciamento de papéis e 65% para empréstimos.