A Hidrovia Tietê-Paraná passa por intervenções do governo com obras de ampliação, a expectativa do Executivo estadual é que depois de prontas vão fortalecer o transporte de cargas de pelo menos seis Estados (São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná).
De acordo com a Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), em Mato Grosso do Sul, o incremento nas exportações pelo ramal deve ser de até 40%. A via é considerada estratégica para o escoamento de commodities produzidas no Estado.
Segundo secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, a intervenção no canal de navegação de Nova Avanhadava dá mais competitividade e reduz custos, além de promover uma estrutura multimodal. Soja, milho, madeira e celulose são os produtos sul-mato-grossenses escoados pela Tietê-Paraná.
O total de investimento previsto nas intervenções é de R$ 289,6 milhões e a conclusão está prevista para março de 2018. “O Governo tem como foco o desenvolvimento de uma estrutura logística adequada para garantir competitividade ao Estado.
Entendemos que a intermodalidade entre rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos é o caminho para redução dos custos logísticos, que se traduz em competição de nossos produtos em mercados nacionais e internacional”, afirmou Verruck.
O secretário explica que a intervenção realizada no reservatório de Três Irmãos, no interior paulista, permite a integração ao longo da hidrovia Tietê-Paraná, que inicia em São Simão (GO) e segue até Pederneiras (SP). “Isto aumentará a capacidade de transporte e o planejamento de novas operações”, pontuou Verruck, lembrando que atualmente muitas empresas deixam de utilizar o ramal hidroviário por causa de paralisações em perãodos de seca.
Transporte de cargas ficou parado por quase dois anos na hidrovia
O transporte de cargas ao longo do percurso na Hidrovia Tietê-Paraná ficou interrompido por 22 meses, no trecho entre o km 99,5 do reservatório de Três Irmãos e a eclusa inferior de Nova Avanhandava, em razão do baixo nível de água. Em janeiro deste ano, o escoamento foi retomado.
Em março, o governo de São Paulo autorizou o lançamento de licitação das obras de ampliação do Canal de Nova Avanhandava, entre elas uma eclusa que deverá ser concluída até novembro, quando começará a contar o prazo de dois anos para a execução das demais obras. Conforme as informações do governo paulista, divulgadas pela Semade, a intervenção que é realizada no canal de navegação de Nova Avanhandava proporcionará a ampliação de 2,4 metros de profundidade em 10 quilômetros da hidrovia.
A melhoria possibilitará maior flexibilidade na operação das hidroelétrica de Três Irmãos e Ilha Solteira, sem interferir na navegação, uma vez que as embarcações que navegam pela hidrovia compartilham o mesmo espaço físico das barragens das usinas hidroelétricas, construídas com o conceito de aproveitamento múltiplo das águas.