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Clippings - 03/02/17

Investimentos em águas profundas devem cair 6% ao ano até 2021

Os investimentos em águas profundas devem totalizar US$ 120 bilhões entre 2017 e 2021, com um ritmo de queda de 6% ao ano no quinquênio, de acordo com a Douglas-Westwood (DW). Do valor total, 35% dos investimentos devem ir para perfuração e completação, que com US$ 41,6 bilhões.

Já os equipamentos subsea, a área de umbilicais, risers e flowlines (Surf) e dutos devem serão responsáveis por outros 38% do total. As unidades de produção flutuantes receberão os 27% restantes, sendo que o investimentos neste segmento crescerá 3% no quinquênio em comparação com o perãodo de 2012 a 2016.

“A continuidade da baixa do barril dificultará a previsão de gastos, sendo que nenhuma unidade de produção nova foi encomendada para águas profundas entre julho de 2015 e dezembro de 2016, o que demonstra a decisão das operadoras de considerar opções alternativas para o desenvolvimento, com o objetivo de reduzir custos”, acrescentou a DW.

De acordo com a consultoria, há diversas companhias aguardando alta no preço do barril para tomarem uma decisão final de investimento em relação aos seus grandes projetos em águas profundas até meados de 2018. A DW mapeou 118 campos em águas profundas que têm potencial para novas atividades de perfuração, o que indica que muitas petroleiras continuarão a investir no segmento.

Entre as companhias que continua a apostar fortemente em águas profundas está a anglo-holandesa Shell. Nesta quinta-feira (2/2), a companhia informou que dos U$ 27 bilhões investidos globalmente em 2016, 30% foram para águas profundas (US$ 9 bilhões), percentual que deve ser mantido em 2017, quando a empresa pretende investir no segmento US$ 7 bilhões dos US$ 25 bilhões totais.

A previsão a da DW é que a curto prazo a maior parte dos investimentos em águas profundas sejam direcionados para regiões já tradicionais no segmento, como América e África. Entretanto, o início das atividades no Senegal e no Leste Africano, além dos campos de Zohr (Egito) e Liza (Guiana) devem sustentar os investimentos já no começo da próxima década. Também há a expectativa de aumento no interesse nas reservas ao sul do Mar da China e no Leste Indiano.

No mês passado, a Exxon divulgou uma nova descoberta em águas profundas na Guiana, o prospecto de Payara, localizado no mesmo bloco de Liza, onde estudos indicaram 100 milhões a 150 milhões de boe em recursos.