Os investimentos em unidades flutuantes de produção chegarão a US$ 58 bilhões até 2020. A avaliação da Douglas-Westwood considera uma redução no capex pela volatilidade dos preços do petróleo ao longo da segunda metade deste ano e estima que a carteira de pedidos permaneça perto de níveis recordes.
Há uma série de projetos encomendados desde o perãodo anterior que ainda não foram instalados devido aos atrasos para entrega e orçamento. “O desafio para a cadeia de suprimento, particularmente, estaleiros, é a falta de novas encomendas para encher o backlog depois destas unidades entrarem em operação”, aponta a DW.
Segundo a análise, 2015 foi um ano fraco para pedidos e sem novas ordens para 2016. No entanto, para o próximo semestre a DW estima uma reação dos operadores que estão se ajustando aos baixos preços do petróleo. Na comparação anual, é esperada uma diferença de US$ 2,6 bilhões a mais em encomendas do que no ano passado.
As operadoras estão empurrando medidas de redução de custo e re-engenharia dos projetos. Dentre eles, a consultoria destaca a semissubmersível para a fase 2 do campo de Mad Dog (previsto para ser encomendado esse ano) e o FPSO para o campo de Johan Castberg. A empresa não cita os FPSOs de Libra e Sépia, atualmente em licitação pela Petrobras.
Ambos os campos tinham planos de desenvolvimento que eram economicamente inviáveis quando o preço do petróleo era de US$ 110, mas a revisão das reduções de custos e planos de desenvolvimento contribuíram para sua viabilidade.
“A atual crise representa uma oportunidade para a indústria avançar no sentido de uma abordagem mais padronizada para engenharia de unidades flutuantes, debatida por muitos anos sem progressos significativos. Esperamos uma indústria mais magra e mais eficiente para emergir desta crise”.