O diretor da ANP, José Gutman, reforçou que a Petrobras terá responsabilidade pelo abandono de campos que forem vendidos para operadores de menor porte. A posição da agência diz respeito à transferência de concessões no projeto Topázio, de venda de campos em terra.
“Quando o poço for abandonado, caso a nova operadora não possa fazer, a Petrobras será garantidora. Isso estará bem claro no contrato de cessão que será assinado pela ANP”, garantiu.
A declaração de Gutman foi motivada pela preocupação exposta pelo secretário-executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip), Anabal Santos Júnior, que criticou a forma como o Topázio vem sendo conduzido.
“É danoso para a sociedade da forma como está sendo feito, pois o passivo será transferido para os novos players”, afirmou Anabal.
Os executivos participaram nesta sexta-feira (10/3) do Workshop Workshop Onshore Brasil, na Firjan, Rio de Janeiro.
Outra preocupação da indústria onshore é com o prazo das concessões dos campos que serão vendidos pela Petrobras, já que a maioria dos ativos foi arrematada na Rodada Zero da ANP e, portanto, têm seus contratos expirando em 2025. Gutman afirmou, contudo, que a agência está disposta a renovar esses prazos.
“Podem estar certos de que, se demonstrarem à ANP comprometimento com investimento, faremos essa prorrogação”, observou.