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Na Mídia - 20/06/22

Justiça de Nova York aprova plano de recuperação da Latam

Latam pediu proteção contra credores em maio de 2020, com dívida de US$ 17,96 bi – a meta é encerrar o processo neste ano — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

A chilena Latam e suas afiliadas no Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Estados Unidos obtiveram neste sábado a aprovação do plano de reorganização do grupo pelo Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York nos Estados Unidos.
A Latam entrou no Chapter 11 (lei de recuperação judicial dos EUA) em maio de 2020,quando a pandemia praticamente paralisou o setor aéreo. Poucos meses depois o braço brasileiro foi inserido no processo. A dívida da empresa, então, era de US$ 17,96 bilhões. O grupo manteve a meta de sair da recuperação judicial no segundo semestre deste ano.
O início das negociações foi polêmico, sobretudo diante da tentativa da Azul de conseguir comprar parte ou até todo o negócio da chilena via negociação com credores. Mas o movimento não surtiu efeito.
“Estamos muito satisfeitos com a confirmação de nosso plano de reestruturação. Este éum passo muito importante no processo de saída do Capítulo 11 e continuaremos trabalhando intensamente para concluir as etapas restantes nos próximos meses”, disse Roberto Alvo, presidente da Latam, em nota.

Segundo a empresa, seu foco agora está na implementação das medidas e atos societários necessários para concretizar a saída do Chapter 11.
Entre as medidas necessárias para a empresa de fato sair do Chapter 11 estão a a provação na Assembleia Extraordinária dos Acionistas da nova estrutura de capital contemplada no plano, o registro de ações e títulos mobiliários no registro de valores da Comissão do Mercado Financeiro do Chile (CMF) e a implementação dos respectivos períodos de direito de preferência para a oferta das ações e títulos conversíveis aos atuais acionistas.
Segundo a empresa, uma vez tornado efetivo, o plano injetará na operação a aproximadamente US$ 8 bilhões por meio de uma combinação de aumento de capital, emissão de títulos conversíveis e novas dívidas. Isso inclui o financiamento de US$ 5,4bilhões garantido pelos principais acionistas (Delta Air Lines, Qatar Airways e Grupo Cueto) e pelos principais credores da Latam (ou seja, os credores representados pelo grupo Ad Hoc de Credores da Latam Parent e certos detentores de títulos locais).
Ana Carolina Monteiro, chefe de reestruturação e insolvência do Kincaid Mendes Vianna Kincaid Advogados, disse que a decisão de hoje do juiz representa a homologação do plano de recuperação. “No texto, o juiz assevera a aprovação do plano pela maioria dos credores e que o plano é justo, atendendo a todos os requisitos legais”, disse.
Segundo ela, ainda que haja insurgência de algum grupo de credores, não há risco de revogação da decisão diante do passo já dado pela aérea.

Fonte: Valor Econômico