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Clippings - 19/07/17

Justiça suspende licitação da dragagem de berços do Porto

Ação foi movida pela Boskalis do Brasil, uma das contratadas para o aprofundamento dos pontos de atracação

Um mandado de segurança suspendeu a licitação aberta pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para a contratação da dragagem de berços do Porto de Santos. A ação é movida pela empresa Boskalis do Brasil, que faz parte do consórcio vencedor da licitação promovida pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), para o aprofundamento do cais santista.

Além da Boskalis do Brasil, o consórcio conta ainda com a Van Oord Operações Marítimas. As empresas cobraram R$ 373,9 milhões pelo serviço, mas reduziram a proposta e receberão RS 369 milhões pela obra.

Na petição, a Boskalis alega que o objeto da licitação em andamento é igual ao do processo de 2015, vencido pelo consórcio. Isso faz com que os dois contratos sejam executados na mesma área, no mesmo perãodo, o que geraria conflito de interesse, segundo uma portaria publicada pela extinta Secretaria dos Portos (SEP), em 2014.

E foi baseado nesta regulamentação que o juiz Décio Gabriel Gimenez, da 1º Vara Federal de Santos, acatou o pedido de liminar da empresa de dragagem, impugnando o pregão em andamento.

A Codesp garante, por meio de nota, que a suspensão pela Justiçado processo de licitação ‘”não interfere nos serviços do contrato vigente”. De acordo com a ação, quando a Autoridade Portuária avaliou o pedido de impugnação da licitação, justificou que “tão logo iniciados os trabalhos de dragagem pela vencedora do certame patrocinado pela SEP, este seria imediatamente rescindido”.

A Docas destaca ainda que “o Porto de Santos não poderá ficar sem tão relevante serviço até que questões burocráticas sejam resolvidas, dada a sua vitalidade à segurança na navegação do Porto”.

NOVO PEDIDO

A Tribuna apurou também que a Boskalis deve entrar com pedido para que o serviço de dragagem de berço realizado atualmente também seja suspenso.

Com os levantamento hidrográfico sendo realizado desde abril e serviços de bati-metria (levantamentos de profundidade), a empresa considera que a dragagem pode alterar estes estudos para o início dos trabalhos, que devem começar em até três meses, Além disso, a retirada dos sedimentos do fundo do mar também podem afetar a produtividade do consórcio e alterar a proposta comercial inicial.

NOS BERÇOS

Atualmente, a manutenção da profundidade dos berços e realizada pela Dratec Engenharia. Em março do ano passado, foram investidos R$ 20,9 milhões no serviço, válido por seis meses.

Em setembro, houve o aditamento por mais um semestre, perãodo que chegou ao fim no dia 27 de março deste ano e para evitar que o contrato fosse interrompido, a Autoridade Portuária garantiu a aprovação do seu Conselho de Administração (Consad) para que o serviço fosse prorrogado mais uma vez. O último adiamento do fim do contrato aconteceu em 27 de maio, quando esse prazo foi estendido por mais quatro meses.

Ao mesmo tempo, a Docas abriu licitação para contratar garantir serviço a partir de setembro, O volume de sedimentos a serem dragados nos berços foi estimado em torno de 324 mil metros cúbicos, durante seis meses.