A Karoon tem interesse em participar de um novo processo de venda do campos de Baúna e Tartaruga Verde, nas bacias de Santos e Campos, respectivamente. A decisão da Petrobras de cancelar a venda dos ativos para a petroleira australiana foi informada à Justiça Federal de Sergipe e ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (30/3).
O cancelamento ocorreu, entre outros motivos, devido à manutenção de liminar em Sergipe que impedia o prosseguimento do desinvestimento e por conta das regras determinadas pelo TCU para liberação dos projetos de venda de ativos da empresa.
A Karoon, no entanto, acredita que a companhia brasileira deve abrir uma nova concorrência para a compra das áreas em breve.
“É desapontador que a Karoon não seja mais a única negociadora para a aquisição. O processo na Justiça fez com que a solução e o tempo de conclusão ficassem incertos, por isso reiniciar o desinvestimento de acordo com a nova metodologia ajudará a reduzir os riscos de possíveis novos questionamentos judiciais e dá mais certeza a um potencial comprador”, afirmou Robert Hosking, diretor da petroleira australiana.
Nos bastidores, o que se diz é que a Woodside, que seria parceira da Karoon nas áreas, enviou uma carta à Petrobras informando que não participaria mais da aquisição. A petroleira australiana reafirmou em um comunicado que tem interesse na aquisição.
“A Karoon permanece engajada com potenciais parceiros interessados e está comprometida com qualquer processo futuro de venda destes ativos”, adicionou Hosking.
Caso a compra tivesse sido concluída, Baúna e Tartaruga Verde se tornariam os primeiros ativos produtores da Karoon no mundo. Atualmente, a companhia tem apenas áreas exploratórias, distribuídas pelo Peru, Austrália e Brasil.