A Karoon vai contratar um FPSO com capacidade para produzir cerca de 20 mil barris/dia a partir do primeiro trimestre de 2019 no sistema de produção antecipada (SPA) de Kangaroo, na Bacia de Santos. A unidade de produção será conectada a dois poços horizontais e um poço injetor, por meio de dutos flexíveis. A expectativa da empresa é que a contratação dos equipamentos para o projeto comece no último trimestre do próximo ano.
A empresa, que recentemente anunciou a contratação do ex-diretor de E&P da Petrobras, José Miranda Formigli, e do ex gerente-geral da UO-Rio, Ricardo Abi Ramia, para o desenvolvimento da produção do projetos da Bacia de Santos, estuda um sistema definitivo para a área produzindo primeiro óleo em 2021. Os dois projetos em análise utilizam um FPSO.
Para desenvolver as descobertas de Echidna & Kangaroo combinadas seriam perfurados 10 poços produtores e oito injetores, sendo quatro de água e outros quatro de gás. O desenvolvimento sozinha da descoberta de Echidna utilizaria cinco poços produtores e quatro injetores, sendo dois de água e dois de gás.
As descobertas estão sendo estudadas por um plano de avaliação da descoberta (PAD) que abrange os blocos S-M-1166, S-M-1165, S-M-1102, S-M-1101 e S-M-1037, previsto para terminar em dezembro de 2020. Além de Kangaroo, a companhia australiana também fez a descoberta de Echidna na Bacia de Santos e já tem outros prospectos rastreados para futuras avaliações na região, batizados de Emu, Bilby, Puggle e Platypus. Os estudos na área apontaram que, juntos, Kangaroo e Echidna têm 129 milhões de barris 2C.
Durante a primeira fase do PAD, a companhia fez uma sísmica 3D e perfurou cinco poços na área, dos quais quatro encontraram indícios e nenhum perfurou a camada de gás. No mês passado, o plano foi revisado, com a previsão de até seis novas perfurações. Atualmente, a petroleira está realizando avaliação geotécnica na área.
No quarto trimestre deste ano será aberto um data-room com informações sobre os blocos, com o objetivo de buscar um novo parceiro para o projeto. A Karoon opera as áreas com 65% da concessão, em parceria com a Pacific (35%).
Os blocos foram adquiridos na 9a rodada da ANP, realizada em 2007. O contrato de concessão exige conteúdo local variando entre 55% e 65% na fase de desenvolvimento da produção.