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Clippings - 29/09/16

Karoon compra participação da Pacific em Santos por US$ 20,5 milhões

A Karoon comprou por US$ 20,5 milhões a participação de 35% da Pacific E&P nos blocos s S-M-1037, S-M-101, S-M-1102, S-M-1165 e S-M-1166, na Bacia de Santos. Com isso, a empresa australiana passará a deter 100% das áreas onde foram feitas as descobertas de Kangaroo e Echidna.

O acordo entre as empresas prevê o pagamento de US$ 15,5 milhões quando a operação for concluída, além de um pagamento contingente de US$ 5 milhões que será efetuado quando a produção das áreas atingir 1 milhão de boe. De acordo com a Karoon, a decisão de assumir a totalidade das áreas ocorreu após a Pacific anunciar um plano de reestruturação financeira, em abril deste ano.

“A aquisição demonstra um caminho claro daqui em diante para a Karoon trazer um novo parceiro de financiamento para progredir com a campanha de perfuração durante a avaliação da descoberta de Echidna”, afirmou Robert Hosking, diretor da companhias australiana.

Atualmente, Kangaroo e Echidna são estudados por um plano de avaliação da descoberta (PAD), previsto para terminar em 2020. Inicialmente, uma nova campanha de perfuração nas áreas seria iniciada este mês, mas a Karoon está revisando o cronograma de perfuração e o projeto de desenvolvimento das descobertas.

No ano passado, as companhias abriram um data room para atrair novas parceiras para as concessões, mas não foi anunciado nenhum acordo. Durante o primeiro semestre deste ano, a empresa australiana precisou notificar a parceira canadense duas vezes com cobranças de pagamentos atrasados.

Com a venda, a Pacific passará a ter no Brasil apenas 30% do FZA-M-90, na Foz do Amazonas, em parceria com a QGEP (operadora, 35%) e a Premier (35%), além de dois blocos na Bacia do Pará-Maranhão: o PAMA-M-265, onde tem 70% de participação, em parceria com a QGEP (operadora, 30%) e o PAMA-M-337, onde possui fatia de 50%, também em parceria com a QGEP (50%, operadora).

Ao final de junho, a companhia avaliava que todos os ativos brasileiros valiam US$ 18,7 milhões, desvalorização de 47% em relação aos US$ 35 milhões estimados no mesmo perãodo em 2015.

“Esta transação está alinhada com os interesses de longo prazo da companhia, que consistem em melhorar a liquidez e se posicionar melhor em meio à atual baixa do barril”, explicou Dennis Mills, presidente do comitê independente do conselho de diretores da Pacific.

A venda da participação da Pacific em Santos ainda precisará ser aprovada pela ANP e pela Justiça do Canadá.