A Karoon acredita que poderá fazer descobertas no pré-sal de suas concessões na Bacia de Santos. De acordo com a companhia, há diversos prospectos ainda não perfurados nos blocos S-M-1037, S-M-1101, S-M-1102, S-M-1165 e S-M-1166, alguns dos quais abaixo da camada de sal.
A empresa não divulgou, contudo, quando fará campanhas para acessar essesrecursos. Hoje, a companhia trabalha para iniciar em 2017 quatro novas perfurações nos blocos a fim de avaliar a descoberta de Echidna. Inicialmente, a campanha de perfuração começaria em setembro de 2016 mas o cronograma foi posto em revisão em meados do ano. Neste meio tempo, a companhia optou por adquirir a participação de 35% que a Pacific E&P tinha na área. A companhia canadense chegou a atrasar por duas vezes pagamentos relacionados aos ativos brasileiros.
Após a campanha de perfuração, a Karoon pretende iniciar o FEED e fazer a decisão final de investimento da área. As descobertas de Kangaroo, Bilby e Echidna foram feitas por meio de sete perfurações na bacia, sendo que a primeira já foi avaliada na primeira fase do plano de avaliação da descoberta (PAD) da região.
A companhia estima que as descobertas têm 129 milhões de barris em reservas 2C. A expectativa agora é aproveitar a queda dos custos de sondas e equipamentos para tentar baixar o breakeven de Echidna de US$ 60/barril para US$ 40/barril.
“O desenvolvimento é simples, gerenciável e apropriado para o tamanho da Karoon”, afirmou a empresa.
A expectativa é que o primeiro óleo da região ocorra em 2020, quando entrará em operação um sistema de produção antecipado na área de Echidna. Originalmente, a companhia pretendia desenvolver Echidna e Kangaroo juntas, mas estudos posteriores demonstraram que os custos seriam menores para desenvolver primeiramente Echidna, por meio de cinco poços produtores horizontais e quatro injetores, sendo dois de água e dois de gás. O plano é integrar Kangaroo posteriormente ao sistema de produção, com dez poços produtores horizontais, além de quatro injetores de gás e quatro injetores de água.
A Karoon já iniciou conversas com companhias interessadas em adquirir participação nas áreas. Atualmente, a companhia tem apenas ativos exploratórios no mundo, mas seu primeiro óleo pode estar próximo, já que a australiana está negociando com a Petrobras a compra de 100% do campo de Baúna, na Bacia de Santos, e de 50% de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos.
“A campanha de perfuração e as aquisições no Brasil, caso sejam bem sucedidas, transformarão a Karoon em uma companhia com produção significativa”, afirmou a companhia.
Hoje, a Karoon tem ativos exploratórios no Brasil, Peru e Austrália e tem valor total de mercado de A$ 394 milhões (US$ 297 milhões).