A Karoon Energy e Petrobras concordaram em implementar procedimentos, sob aprovação da ANP, para transferir a operação do campo de Baúna, na Bacia de Santos no final deste trimestre. Durante o período de transição, as companhias confirmarão o cumprimento doss requisitos estabelecidos pela agência reguladora e o Ibama, informou a petroleira australiana na segunda-feira (27/7).
Em razão da crise na indústria de óleo e gás, decorrente da pandemia de covid-19, as empresas entraram em acordo, na última sexta-feira (24/7), para ajustar os termos de venda.
O preço de aquisição será ajustado de acordo com o fluxo de caixa operacional desde a data da aquisição até o seu fechamento, com juros sobre o preço principal da compra. Com os ajustes, a Karoon estima redução no preço de aquisição principal de aproximadamente US$ 170 a US$ 190 milhões, dependendo da data de fechamento da transação e dos fluxos de caixa finais antes da conclusão.
A petroleira acrescentou, no comunicado, que os principais termos comerciais do contrato de afretamento do FPSO Cidade de Itajaí foram acordados por escrito, com conclusão da documentação final prevista para o próximo mês.
Operações
A Karoon prevê o desenvolvimento da descoberta de Patola, na concessão BM-S-40, ao longo de 2022, ainda sujeito a aprovação final da diretoria. Em maio, a australiana submeteu ao Ibama projeto para perfurar dois poços produtores e um contingente na área.
No desenvolvimento, será utilizada a capacidade existente do Cidade de Itajaí, que opera na concessão. A licitação para contrato de equipamentos submarinos está em andamento, com ofertas previstas para as próximas semanas, de acordo com a companhia.
A entrada em produção de Patola pode aumentar a produção do campo de Baúna em 10 mil bopd, além de reservas incrementais. A Karoon planeja atingir a média de 25 mil bopd a 30 mil bopd no campo após o programa de workover por meio de intervenção de poços e desenvolvimento da descoberta.
O aumento da produção atual do campo de Baúna – prevista para 16 mil bopd em 2020 – será alcançado com a substituição de bombas elétricas submersíveis e novos requisitos de instalação.
“Os riscos associados à produção do campo devem ser reduzidos com o workover e a substituição das bombas, no entanto, espera-se ainda que um poço altamente produtivo contribua significativamente para as taxas de produção do campo e reservas”, declarou a petroleira.
No Brasil, a Karoon opera, com 100% de participação, o bloco exploratório S-M-1537 e os campos em desenvolvimento de Neon e Goiá, na Bacia de Santos.
Fonte: Revista Brasil Energia