Empresa é operadora com 65% dos blocos S-M-1166, S-M-1165, S-M-1102, S-M-1101 e S-M-1037. A Karoon anunciou que estuda fazer farm-out parcial da área onde fez a descoberta de Kangaroo, na Bacia de Santos. A empresa australiana abrirá um data room no quatro trimestre deste ano com as informações sobre as perfurações realizadas na região para companhias que possam estar interessadas.
No total, a Karoon é operadora com 65% dos blocos S-M-1166, S-M-1165, S-M-1102, S-M-1101 e S-M-1037, em parceria com a Pacific Rubiales (35%). A empresa australiana arrematou 100% das concessões na 9ª rodada da ANP e, posteriormente, a companhia canadense fez um farm-in na área.
O consórcio realizou três descobertas iniciais nos blocos, batizadas de Kangaroo-1 (1-KPGL-1D-SPS), Emu-1 (1-KPGL-2-SPS) e Bilby-1 (1-KPGL-3-SPS). Durante o plano de avaliação da descoberta (PAD) de Kangaroo também foram encontrados indícios nas perfurações de Kangaroo-2 (3-KPGL-4-SPS), Echidna-1 ( 1-KPGL-8-SPS) e nos poços direcionais 3-KPGL-5D-PSPS e 3-KPGL-6D-PSPS.
Em Kangaroo-2, a companhia identificou 250 m de óleo em cinco intervalos, sendo 135 m de net pay, enquanto em Echidna, uma perfilagem identificou uma coluna de óleo de 213 m, com 104 m de net pay. Até o final do ano passado, a empresa tinha 487 milhões de barris rastreados como recursos contingentes no prospecto de Kangaroo.
Este mês, a Karoon informou que os ativos brasileiros serão prioridade em 2016 e que trabalha com estimativas de uma produção de 10 mil b/d em Kangaroo, similar à expectativa para Echidna.
Atualmente, a parceira Pacific Rubiales passa por um perãodo de redução de custos de operação, desinvestimentos e redução de débito, devido ao cancelamento da oferta para compra da companhia feita pela Alfa e pela Harbour Energy em maio.