A companhia iniciou a perfuração do primeiro poço de Patola, na Bacia Santos, e seguirá para Neon no primeiro trimestre de 2023, onde avalia, dentre as alternativas, o “tie back mais longo do mundo”

A Karoon iniciou a perfuração do primeiro poço exploratório no prospecto de Patola, localizado no campo de Baúna, na Bacia de Santos. Devido à lâmina d’água de apenas 270 m, a sonda Maersk Developer foi ancorada no local para execução das atividades.
O primeiro óleo de Patola está programado para o primeiro trimestre de 2023, enquanto a produção inicial estimada é de 10 mil bpd. Além das perfurações, os planos da Karoon incluem a instalação de infraestrutura subsea e de um tie back para o FPSO Cidade de Itajaí.
Segundo Julian Fowles, CEO da Karoon, a TechnipFMC deve entregar as árvores de natal molhada (ANM), risers flexíveis e umbilicais em novembro. Trata-se do primeiro contrato iEPCI (integrated Engineering, Procurement, Construction and Installation) da empresa no Brasil. “As ANMs já estão prontas”, garantiu Fowles.
Planos para Neon
Após concluir os trabalhos em Patola, a Maersk Developer seguirá para o campo de Neon, também operado pela companhia australiana, para a perfuração de outros dois poços no primeiro trimestre de 2023. A reserva contingente estimada no ativo é de 55 milhões de barris de petróleo.
De acordo com o presidente da Karoon Brasil, Antonio Guimarães, a estratégia para Neon será definida após os resultados da campanha. Dependendo do potencial do campo, duas a três possibilidades estão no radar, dentre elas o “tie-back mais longo do mundo”.
“Vamos analisar todas as opções. Isso inclui, talvez, o tie-back de Neon para Baúna ou, ainda, trazer o óleo de Baúna para Neon”, disse o executivo ao PetróleoHoje.
Investimentos em Baúna
A Karoon pretende alcançar a produção diária de 30 mil barris em Baúna. Para perseguir sua meta, a companhia já desembolsou mais de US$ 300 milhões, o que inclui a “revitalização” do FPSO Cidade de Itajaí. “O FPSO estava sem manutenção, apenas um trem de produção estava funcionando. Trocamos 100 toneladas de tubos, colocamos o outro trem em operação. Elevamos sua eficiência operacional para 99%”, afirmou Antonio.
Segundo ele, a geração de energia terá de aumentar para acompanhar o pleno funcionamento da plataforma. O gás de Patola, além de manter a pressão do reservatório, contribuirá para abastecer a instalação. Com o aumento da geração, a Karoon pretende iniciar, no futuro, o sistema de injeção de água.
Após três intervenções, o campo de Baúna atingiu a produção de 22 mil bpd, o que representa o dobro da média registrada no primeiro trimestre deste ano (11 mil bpd).
Portfólio
Os reservatórios de Baúna, Piracaba e Patola, coletivamente chamados de campo de Baúna, estão localizados no bloco BM-S-40, que é operado pela Karoon com 100% de participação. A companhia detém, também, os campos de Neon e Goiá, e o bloco S-M-1537, que contém a descoberta de Clorita, todos na Bacia de Santos.
Indagado sobre os planos futuros, Julian Fowles informou que a empresa está avaliando potenciais aquisições, mas que o objetivo fundamental é entregar Baúna e Patola. “Estamos olhando oportunidades no Brasil e no Golfo do México”, revelou.
Fonte: Revista Brasil Energia