A Karoon recebeu A$ 3,5 milhões (US$ 2,6 milhões) com a devolução de provisões ao abrir mão da concessão do bloco S-M-1352, onde está localizado o campo de Baúna Sul, na Bacia de Santos. A petroleira australiana detinha 20% da área, que era operada pela Petrobras (80%). Em 2014, a companhia havia registrado uma baixa contábil de A$ 32,5 milhões (US$ 25 milhões) associada ao ativo e, no ano passado, as empresas comunicaram a decisão de devolver o bloco.
Apesar de a devolução das provisões ter ajudado a companhia, a Karoon registrou um prejuízo global de A$ 120,2 milhões (US$ 90 milhões) no segundo semestre de 2015, frente ao lucro de A$ 212,4 milhões (US$ 158,5 milhões) no mesmo perãodo de 2014.
No Brasil, a companhia destacou no perãodo um gasto de A$ 8,7 milhões (US$ 6,5 milhões) relacionado à preparação para o início da nova fase da campanha de perfuração na Bacia de Santos. Ainda assim, o país foi o único em que a petroleira registrou resultado positivo, com um lucro de A$ 2,1 milhões (US$ 1,6 milhão) no semestre, em comparação com o prejuízo de A$ 84,4 milhões (US$ 63 milhões) na Austrália e com as perdas de A$ 1,6 milhão (US$ 1,2 milhão) no Peru.
A receita global da Karoon entre julho e dezembro ficou em A$ 30,6 milhões (US$ 22,8 milhões), queda de 91,5% em relação aos A$ 361,1 milhões (US$ 270 milhões) faturados nos mesmos meses de 2014.
No Brasil, a Karoon opera os blocos os blocos S-M-1166, S-M-1165, S-M-1102, S-M-1101 e S-M-1037 na Bacia de Santos, com 65% da concessão, em parceria com a Pacific E&P (35%). A companhia conduz um plano de avaliação da descoberta nas áreas, atualmente focado em estudar a descoberta de Echidna. A Karoon já informou que este ano iniciará uma nova campanha de perfuração para atender aos compromisso do plano, com a perfuração de dois poços firmes e dois contingentes pela sonda Olinda Star.