O presidente da Promigas, holding colombiana que agrega 18 empresas de transporte e distribuição de gás natural na Colômbia, Peru e Panamá, Antonio Celia Martinez-Aparicio, declarou afirmou nesta quinta-feira (8/10) que aguarda a definição da regulamentação da Lei do Gás para avaliar as possibilidades de participar das licitações para construção de gasodutos de transporte no Brasil.
A holding está em busca de oportunidades para replicar a boa experiência realizada na Colômbia, onde a empresa atua há 40 anos. O país tem hoje 10 transportadores, apenas uma estatal, e 31 distribuidoras, a maioria privada, atendendo uma demanda elétrica que corresponde a 40% do gás consumido no país atualmente por conta do perãodo seco.
A Colômbia tem a mesma relação entre a geração hidrelétrica e termelétrica que possui o Brasil. O estado colombiano preferiu ser um estado regulador que um estado investidor, preservando recursos para saúde, educação e transporte. Para isso, porém, é preciso regras claras, estabilidade e instituições fortes disse, durante o WGC, em Buenos Aires.
A Promigas está investindo US$ 250 milhões na construção da rede de distribuição de gás natural em Lima, capital do Peru. “Achamos que o Peru terá um grande desenvolvimento da indústria de gás natural até porque tem grandes reservas em Camisea, faltava apenas infraestrutura de transporte e distribuição afirma ele.
A empresa também está participando da licitação internacional promovida pela Pemex para operação e manutenção dos dutos de transporte e distribuição da empresa no México.