O leilão de áreas em terra para exploração de gás realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) nesta quinta-feira (28) arrecadou R$ 165 milhões em bônus de assinatura. Dos 240 blocos ofertados, apenas 72 foram arrematados. Das sete bacias sedimentares onde se localizam os blocos, duas não tiveram qualquer oferta – a de Parecis e a de São Francisco.
O leilão estava previsto para continuar na sexta-feira, mas foi encerrado.
A falta de interesse fez com que a arrecadação ficasse abaixo das expectativas. Caso todos os blocos tivessem sido vendidos, ainda que pelo valor mínimo, a arrecadação teria sido de ao menos R$ 2,2 bilhões. 21 empresas estavam habilitadas a participar do leilão.
A Petrobras levou a maior parte dos blocos arrematados. Sozinha ou em consórcio com outras empresas, a estatal ficou com 49 áreas.
A 12ª rodada de licitações para blocos em terra acontece um mês depois do primeiro leilão do pré-sal, do campo de Libra, pelo qual o governo obteve um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, além de 41,65% do excedente do petróleo extraído.
Produção
Hoje as reservas provadas de gás do país são de 460 bilhões de metros cúbicos, com uma produção diária de 70,7 milhões de metros cúbicos por dia. Com as áreas do leilão desta rodada, mais os campos de Frade, Lula e Libra, a ANP estima que a produção diária do país alcance 120 milhões de metros cúbicos por dia em 2020.