O 2º leilão do pré-sal, que deve acontecer no segundo semestre e vai ofertar quatro áreas unitizáveis, pode levantar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 4,73 bilhões em bônus. A expectativa do governo foi divulgada nesta terça-feira após a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Nos leilões de partilha o bônus de assinatura é fator de bid, sendo os meses fixos. A parcela de óleo do projeto ofertada à União é o principal critério para a escolha da empresa ou consórcio vencedor do projeto. No primeiro leilão do pré-sal, quando foi leiloada a área de Libra, o bônus foi de R$ 15 bilhões para o projeto.
A concorrência vai licitar as áreas de Norte de Carcará (BM-S-8), Sul de Gato do Mato (S-M-518), Entorno de Sapinhoá, na Bacia de Santos, e Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Santos. As áreas já foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a ANP aguarda a publicação da resolução no Diário Oficial para iniciar os trâmites da concorrência.
O governo também estima que a 14ª rodada da ANP, que vai ofertar 291 blocos exploratórios em nove bacias sedimentares, levante entre R$ 148 milhões e R$ 570 milhões em bônus de assinatura. Os valores representam os bônus mínimos da concorrência, que também deve acontecer no segundo semestre.
A 14ª rodada da ANP marca o retorno da Bacia de Campos ao leilões de blocos exploratórios depois de quase uma década. Quatro dos blocos – C-M-35, C-M-37, C-M-65 e C-M-67 – estão na parte capixaba da bacia, próximos dos parques das Conchas e das Baleias, operados pela Shell e a Petrobras. As demais seis áreas estão a altura de descobertas gigantes de Campos, como os campos de Marlim Sul, Marlim Leste, Albacora Leste e Roncador.
A expectativa é que os pré-editais das duas concorrências sejam liberados ainda em março.
Mais cedo, em Houston, durante participação no CeraWeek, evento promovido pela IHS, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, destacou as oportunidades de investimentos que estão se abrindo no país.
“Com as quatro rodadas que faremos este ano (rodada de áreas com acumulações marginais, 14ª Rodada de blocos exploratórios e dois leilões do pré-sal), esperamos atrair empresas dos mais variados portes. Isso, somado às mudanças no conteúdo local e ao programa de desinvestimento da Petrobras, faz com que o Brasil volte ser muito competitivo no setor de óleo gás, como horizonte de investimento”, disse.